Zona Verde

Postado em Uncategorized em maio 23, 2011 por Carlos Corrêa

It is not for you to decide what happens here

# Aos poucos, começam a aparecer filmes bons sobre guerras novas. Deixemos a I e a II Guerra e o Vietnã um pouco de lado, tava na hora. Zona Verde fala sobre a invasão do Iraque atrás das tais armas químicas que todo mundo, fora os americanos, sabiam que não estavam lá chongas nenhuma – não pelo menos nos moldes do discurso de terror do Bush filho e companhia.

# Os americanos elegeram DUAS vezes o Bush filho como presidente. Sendo assim, em um país com tamanha capacidade conservadora, é sim um pouco surpreendente – no caso, positivamente – um filme tão crítico sobre um tema ainda recente, ainda mais no qual sabe-se que os EUA fizeram tudo errado.

# Talvez um dos maiores méritos de Zona Verde seja pegar um espectador desavisado. Aquele cara que senta na frente da tela para ver um filme de guerra, de tiros e quando se dá conta, tá assistindo muito mais a um thriller político do que qualquer coisa. E Zona Verde é isso. É um filme de guerra. É um filme de tiro. É um filme político. E funciona em todos os aspectos.

# O que esse governo Bush fez durante os oito anos que esteve no poder foi nojento. Só acho curioso que outros governantes por muito menos sejam julgados por crimes de guerra, enquanto esse pessoal necas, ninguém sequer cogita.

# Eu não vou estragar a experiência contando o final, mas a frase do iraquiano é uma das pauladas mais certeiras que o cinema mandou sobre esse tema.

# A parceria do diretor Paul Greengrass com o Matt Damon até agora, passados A Supremacia Bourne, O Ultimato Bourne e Zona Verde, é de 100%.

Zona Verde (2010) ****

Legião

Postado em Uncategorized em maio 22, 2011 por Carlos Corrêa

I said your fucking baby’s gonna burn

# Legião é responsável por uma façanha. Ao final dos seus 100 minutos de duração, você deixa de achar Cidade dos Anjos o pior filme com anjos já feitos na indústria cinematográfica. Esta porcaria é tão, mas tão ruim que não cabe nem citar todos os seus absurdos, tipo TODOS os anjos não conseguirem derrotar um grupo que se defende dentro de um boteco de beira de estrada e é liderado pelo DENNIS QUAID. Tem muita coisa pior, tipo o anjo Gabriel ter asas de ferro, mas dá até uma preguiça de comentar aqui. Então faz o seguinte, confia em mim e fica longe desse filme em que velhinhas sobem no teto de costas e que sorveteiros viram uns monstrengos estranhos.

Legião (2009) **

Passe Livre

Postado em Uncategorized em maio 22, 2011 por Carlos Corrêa

Are you sure Applebee´s is the best place to meet hot and horny women?

# Débi & Lóide e Quem Vai Ficar com Mary? são dois dos filmes mais idiotas, mas por isso mesmo, duas das melhores comédias nesse estilo. Ambas foram assinadas pelos irmãos Farrelly. O problema é que isso foi lá em 1994 e 98, respectivamente. E depois disso, não chegaram nem perto. O Amor é Cego tem seus momentos. Amor em Jogo tem seus momentos. Antes Só do que Mal Casado tem seus momentos. E agora Passe Livre tem os seus momentos. Só que isso, comparado com eles mesmo antigamente, é pouco.

# Nicky Whelan justificaria QUALQUER término de casamento. Sem hesitações.

# Piadinhas escatológicas. O que seria dos Farrelly sem elas?

# Que baita carisma esse Jason Sudeikis, não é? Não, não é.

# Até quando o Owen Wilson vai fazer papel de galã? Com aquele nariz em formato do S do Senna?

# O cara que SE VIRA para olhar outra mulher quando está com a sua mulher MERECE um par de guampas.

# Mesmo um filme bobo como esse tem lá suas teorias verdadeiras. E aquela de que uma guria meia boca fica mais bonita do lado de um monte de baranga é MUITO verdadeira. Mas assim, MUITO.

Passe Livre (2011) ***

O Discurso do Rei

Postado em Uncategorized em maio 22, 2011 por Carlos Corrêa

Timing isn’t my strong suit

# Tem alguns filmes que, admito, eu tenho preconceito antes de ver. Principalmente os de época. Aquela coisa “não vi e achei chato”. Aí tempos depois, quando vou ver, percebo que não era nada do que eu pensava, que no fundo era bem bacana e tal. Acho que por isso, eu fui ver O Discurso do Rei achando que nah, não devia ser um filme xaropinho, afinal de contas, até Oscar ganhou, algum mérito deve ter. E até tem. Figurino, direção de arte, atuações e zzzzzzzz… Que filme chato! Não, não é ruim. Só é chato.

# Colin Firth, pela 2825168ª vez na vida fazendo o papel de Colin Firth.

# E outra, esse Rei era um baita dum grosso. Tinha mais que pagar vale na frente da galera gaguejando.

# Legal pelo menos ver como as “virtudes” de quem manda precisaram mudar. Antes, bastava fazer. Depois, também passou a ser preciso mostrar isso. Depois, com a TV, a coisa desandou total e aparecer bonitinho ou querido virou indispensável.

O Discurso do Rei (2010) ***

Medo da Verdade

Postado em Uncategorized em maio 8, 2011 por Carlos Corrêa

Where I come from, you die with your secrets

# Eu estou revendo meu preconceito contra o Ben Affleck, o-ator-que-em-todos-os-filmes-tem-uma-cena-com-os-olhos-fechados-e-os-braços-abertos. Como diretor desse Medo da Verdade, ele evidencia que tem controle e que pode sim assinar um bom filme. E há horas eu tô afim de ver aquele outro Atração Perigosa (apesar da tradução sofrível para The Town).

# Ao invés de ir para a frente das câmeras, dessa vez Brother Ben mandou o Brother Casey ser o protagonista. Junto, de lambuja colocou a Michelle Monaghan de par. Isso sim que é parceria de irmão.

# Seguinte, Medo da Verdade é daqueles filmes que se eu começar a falar muito aqui, vai estragar a experiência porque ele vai parecendo ser bom no decorrer, mas na metade final acontecem algumas coisas que deixam ele mais do que simplesmente bom. Mas não sou babaca de contar aqui, certo?

# Bebe na fonte de Sobre Meninos e Lobos. O que, convenhamos, é uma bela fonte, não?

# Até onde lembro, o filme foi adiado-proibido-alguma-coisa-assim na Inglaterra porque na época coincidia com o sumiço daquela guriazinha, a Maddie (era esse o nome, não?).

# Morgan Freeman e Ed Harris como coadjuvantes. Que diferença faz ter um baita elenco.

Medo da Verdade (2007) ****

The Big Bang Theory – 1ª temporada

Postado em Uncategorized em maio 8, 2011 por Carlos Corrêa

Here we are gentlemen, the Gates Of Elzebub

# Lá atrás, o meu primeiro receio de ver The Big Bang Theory era o de perder mais de metade das piadas por não ter um alto nível de nerdice. Temor que ficou ainda maior quando ao comentar com a Vanessa – nível 11 -, ela confirmou que sim, eu perderia muitas piadas. Surpreendentemente ela tava errada. Ou vai ver eu sou mais nerd do que eu acho. Fato é que não há um, repito, UM episódio dessa primeira temporada de TBBT que não seja muito, repito, MUITO engraçado.

# No fundo, cá entre nós, TBBT não é uma série sobre nerds. É uma série sobre um grupo de amigos. É isso que faz ela tão engraçada.

# Em condições normais de temperatura e pressão, Kaley Cuoco é só bonitinha. Em TBBT ela parece mais que isso.

# Quando vi um episódio lá que outro na TV, achava o mais chato dos personagens o Howard. Hoje, acho o melhor deles.

# Baixar os episódios tem lá uma vantagem em relação a acompanhar pela TV, que é a de ver mais que um seguido. Eu não consigo conceber ver um só por vez.

# Vicia.

The Big Bang Theory (2007) *****

Cisne Negro

Postado em Uncategorized em maio 8, 2011 por Carlos Corrêa

I just want to be perfect

# Cisne Negro é o melhor filme desde Cidade dos Sonhos. Ponto.

# Ah, perdeu o Oscar para O Discurso do Rei. Who cares. ET não ganhou Oscar. Manhattan não ganhou Oscar. Os Bons Companheiros não ganhou Oscar. Shakespeare Apaixonado e Gladiador ganharam. Sem mais.

# Eu também achei a Mila Kunis tudibom e mais um pouco. Eu ainda acho a Natalie Portman mais do que gata. Mas não adianta. Com algumas coisas, eu sou eternalmente fiel. Winona forever.

# Já foi dito tanta coisa sobre o filme que fica aquela sensação de que qualquer coisa que eu disser aqui, vai soar redundante. Então, bora ser breve.

# Cisne Negro não é um filme de terror, não te dá sustos. Em compensação, é um filme que acaba com os teus nervos, tamanha tensão que ele te deixa. O TEMPO TODO. E hey, isso não é ruim, pelo contrário, é pra mim o que faz toda a diferença a favor.

# Eu não entendia como algumas pessoas não achavam o filme qualquer coisa senão genial. Aí me lembrei que na saída do cinema, várias, mas assim, várias delas saíam conversando sobre algumas cenas se perguntando se a guria estava virando um monstro, se ela morreu e por aí vai. Ou seja, “metáfora: não trabalhamos”. Cisne Negro é um filme construído todo ele de forma psicológica. Se tu tentar assistir dentro de qualquer outra lógica, já eras. E esse é o problema. As pessoas querem lógica. As pessoas têm preguiça de pensar, de imaginar. Elas querem Jogos Mortais ou Marley & Eu. Aí complica.

# Na boa, NÃO INTERESSA se ela morreu ou não. Qual é o problema em cada um ter a sua própria interpretação? Por que tanta rejeição a finais abertos? Custa pensar um pouco?

# Diz que um pessoal do ballet reclamou dizendo que do ponto de vista técnico o filme é falho. Sério que eles acham que o filme é sobre ballet?

# E pensar que a Folha de São Paulo deu uma estrela pra Cisne Negro e duas para Bruna Surfistinha.

# Ficou meio raivoso demais, né?

# Darren Aronofsky assina Cisne Negro e já assinou Réquiem para um Sonho. Mesmo também tendo assinado Fonte da Vida, terá crédito eterno suficiente para fazer qualquer bobagem daqui pra frente. Claro, a menos que vire um Shyamalan.

Cisne Negro (2010) *****

Amor e Outras Drogas

Postado em Uncategorized em maio 8, 2011 por Carlos Corrêa

I’m gonna need you more than you need me

# Eu decidi que a minha paixão pela Scarlett Johanson era algo platônico demais. Não leva a lugar nenhum. Precisava algo mais real. Vou me casar com a Anne Hathaway.

# Peitinhooooooo!!!

# Nunca me passou pela cabeça que Annezinha faria um bom par com o brokeback Jake Gyllenhaal. Mas faz. E mais da metade do filme flui porque rola uma química interessante entre os dois na tela.

# Outra boa surpresa é que o trailer vende uma comédia romântica tolinha e na verdade o filme é mais que isso. Não é um tratado, nem nada, mas não é tão superficial quanto se poderia pensar.

# Sim, ele cai em alguns clichês de “filmes-de-doença”, mas parece sair ileso em grande parte. Ou era eu do lado de cá da tela tão vidrado em Annezinha que nem dava bola para nada mais.

# Saí do cinema MUITO com Fidelity, da Regina Spektor, na cabeça.

# Aquele irmão dele, mesmo sendo um genérico de Jack Black tem cenas engraçadas.

# Não que seja novidade, mas a indústria farmacêutica é uma das coisas mais nojentas que existem por aí. E olha que a concorrência é forte.

# Um abraço pro meu amigo McFly. Respect.

Amor e Outras Drogas (2010) ****

Além da Vida

Postado em Uncategorized em abril 23, 2011 por Carlos Corrêa

- So you think I really did experience something?
- Oh, yes.I think you experienced death.

# Clint Eastwood dirigiu Sobre Meninos e Lobos e Menina de Ouro. Já tinha dirigido lá atrás Os Imperdoáveis. Depois que o cara assina três filmes como esses, não adianta, a expectativa em relação a ele vai ser sempre alta. E aí é aquela coisa, se fosse outro diretor, o filme até poderia ser menos criticado, mas como é ele acaba sendo um filme “menor”. Além da Vida não tem nada demais. Mas também não tem lá nada de menos. Poderia resvalar muito mais para o sentimentalismo, mas o velho cowboy sabe se segurar naquela linha complicada entre a sutileza e a choradeira, ainda mais para um tema – vida além da morte – fácil de se exagerar.

# E sim, a cena inicial da tsunami é impressionante demais.

# Não chorei.

Além da Vida (2010) ***

Carlos

Postado em Uncategorized em abril 11, 2011 por Carlos Corrêa

Words get us nowhere. It’s time for action

# Um filme para segurar as pontas por inacreditáveis 5h30min tem que ser bom. Carlos, o filme, não eu, segura na boa. Mas na dúvida, eu aconselho a fazer como eu, ver separado, em três partes. Porque sabe, né? Mais de cinco horas parado na frente de uma TV, nem com a trilogia do Poderoso Chefão.

# O filme tem cenas em inglês, francês, árabe, alemão e espanhol. Não um ou outro diálogo, mas cenas inteiras. Ou seja, ESQUECE a possibilidade de ver sem legendas. E o Édgar Ramírez matou todas essas no peito. Ou seja, uma atuação soberba em vários aspectos e não só naqueles “ganha-perde” peso para viver o personagem. O que ele também faz, diga-se de passagem.

# Separadas, as três partes parecem bem distintas. A primeira delas é mais histórica do que qualquer coisa. A segunda, a mais crítica, a que aparecem as primeiras contestações deles mesmo sobre o que fazem e a que interesses servem. E acho que a terceira é a mais “cinematográfica” das três, e talvez, por recorrer a alguns clichês, a menos boa. Menos boa porque todas são ótimas.

# Carlos tem outro mérito inegável. Ele não faz julgamento de valor, mesmo sendo o protagonista um mercenário, um terrorista. Por “não faz julgamento de valor”, leia-se isso mesmo e não um “ele romantiza” o personagem. O filme tem o cuidado de, sempre que parece exaltar o cara, ir lá e mostrar um outro lado dele, um mais egoísta e mais violento. Bota as cartas na mesa e quem quiser, faz o julgamento que achar necessário.

# Há uma cena em especial que parece absurda. Os mercenários querem explodir um avião no aeroporto. Pois bem, eles colocam uma bazuca na sacola, entram no aeroporto, chegam ao terraço, com um monte de gente à volta, tiram ela da sacola, atiram num dos aviões e saem correndo. Aí tu para, pensa e acha que passou o limite de forçar a barra, até porque, onde já se viu a chance disso acontecer. Aí tu vai procurar na internet e nos livros e vai ver que isso aconteceu. Exatamente assim. Ah, os anos 1970. Claro que, pós-2001, isso virou um cenário impensável.

# E o aliado de hoje é o inimigo de amanhã e o aliado de depois de amanhã. Isso nos anos 60, nos 70, nos 80, 90, 00, 10…

# Esse senhor acima é o verdadeiro Carlos, o Chacal.

 

Carlos (2010) ****

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.