
Chaos reigns
# Para início de conversa, que conste nos autos: acho Dançando no Escuro um senhor filme, mas não compartilho da adoração que o pessoal tem pelo Dogville. O Manderlay eu nem vi.
# É meio decepcionante quando você lê por todos os lados que tal filme desperta reações de amor e ódio e quando tu vai lá e vê, simplesmente não entende o auê. Não odiei Anticristo. Muito menos amei. Só não gostei. Simples assim.
# Sinceramente, a violência – e tome violência – não chega a ser o problema do filme. Se o diretor ao menos fizesse ter sentido a mulher “pregar” uma bigorna na perna do cara, depois de fazer ele gozar sangue e um pouco antes de cortar o próprio clitóris com uma tesoura. Mas não. Acaba sendo a violência pela violência. É um Albergue da vida com pose de arte. Mas é a mesma porn torture dos outros.
# Mas enfim, se o próprio diretor, que também é o roteirista, disse que tava meio down e que o resultado ficou meio diferente do que ele esperava, quem sou eu para contestar?
# Tudo bem que filme é filme, não precisa ser tão real assim, mas tem alguns erros de continuidade que ficam muito escancarados. Logo no começo, o guri escorrega no parapeito da janela, o close mostra ele caindo pra trás. No take seguinte, ele tá caindo de frente. Mais adiante, ela aparafusa a “bigorna” na esquerda do tornozelo dele. Ele foge e tcharaaaammmm, a bigorna trocou de lado. Bom, isso falando em erros de continuidade, porque nem dá pra comentar os outros tipo a mulher fazer análise com o próprio marido e por aí vai.
# Em qualquer outro filme, um lobo falante seria ridiculo. Aqui, é arte. Aham, tá bom.
# Aliás, gosto é gosto. Da mesma forma que não gostei, é natural que muitos gostem. O que é irritante é a postura de quem adorou menosprezar quem não gostou. Uma coisa tipo “Humpf, não entendeu”. Sim, eu entendi. Só achei uma bosta
# Mina chata. Feia e chata. Aliás, parente da Cláudia Ohana e da Vera Fisher.

Anticristo (2009) **

















