Arquivo para março, 2008

Instinto Selvagem

Posted in Uncategorized on março 26, 2008 by Carlos Corrêa

bi.jpg

Eu tinha 15 anos quando assisti a Instinto Selvagem pela primeira vez. Vamos combinar, era mais do que natural que alguém nessa idade quisesse rever e rever e rever o filme, afinal de contas a Sharon Stone… wow!!! Quando o filme saiu em VHS, lembro de ter feito uma cópia para mim e nessas de assistir de novo eu lembro de ter parado de contar quando estava na 17 ou 18. Sim, eu sei a maioria das falas de cor e salteado e quase todos os detalhes que podem em branco. E do alto de quem já viu mais algumas vezes depois dessas 17 ou 18, eu tenho certeza em afimar que Instinto Selvagem é um filmaço. Muito, mas muito mais do que simplesmente um filme com muita putaria. Ainda que um filme com muita putaria.
O grande motivo do filme ser tão bom é a Sharon Stone. Não porque ela está linda e cruza as pernas sem calcinha, mas pelo simples fato de que a personagem Catherine Tramell é das coisas mais interessantes surgidas nas telas ultimamente. É mais do que crível que o detetive vivido pelo Michael Douglas mesmo tendo 90% de certeza que está entrando em uma furada siga adiante. Ela é irresistível não só porque é torta de tão gostosa, mas também porque é inteligente e, talvez o mais importante de tudo, desafiadora. É óbvio que nunca Sharon Stone ia ganhar um Oscar ou algo do tipo por esse papel. Não pelo trabalho, mas porque a caretice impera por lá. Tramell é disparado uma personagem melhor e uma atuação melhor do que, por exemplo, a que ela viveu no Cassino, pela qual foi indicada a um Oscar.
Para que o post não fique muito longo e eu não fique listando todas as cenas boas, sugiro só que quem ache o filme ser apenas sexo que dê uma conferida na cena da perseguição de carro nos penhascos. O Michael Bay pode fazer mais 15 filmes e explodir 30 carros que não vai conseguir fazer algo parecido em termos de tensão. De lambuja, o filme ainda termina cheio de questões dúbias, o que é uma maravilha. Cada um entende como preferir.

* A versão dublada estraçalha uma das tiradinhas mais legais do filme. No original, é assim:
– Do you have coke?
– No, but there´s Pepsi on refrigerator.

E a dublagem fez o favor de…
– Você tem cocaína?
– Não, mas tem refrigerante na geladeira.

* A Meg Ryan e a Julia Roberts foram convidadas para fazer a personagem da Sharon Stone. Sério, alguém imagina a Julia Roberts nisso?

* Sim, Instinto Selvagem 2 foi uma merda.

Are you a pro?
No, I´m an amateur.

basic.jpg

Trailer

Críticas 

Anúncios

O Grande Truque

Posted in Uncategorized on março 26, 2008 by Carlos Corrêa

prestige.jpg

O Grande Truque é uma pequena e recente obra-prima.
Pronto. Agora vamos lá…
Nem sempre um puta time garante um puta filme, mas que ajuda, ajuda. Se tu juntar um bom diretor com bons atores, a tendência ao menos é de que a coisa ande. Bota uma história interessante no bolo e a coisa anda e anda bem. Christopher Nolan já havia mostrado ser um diretor bom e “sério” com Amnésia, Insônia e Batman Begins. Tanto Christian Bale como Hugh Jackman haviam mostrado que são bons atores, principalmente o primeiro. Michael Caine dispensa comentários e para completar, ter a Scarlett Johanson no elenco também em nada atrapalha. O time estava pronto.

A história. O Grande Truque aparentemente pode parecer um filme sobre a rivalidade entre dois mágicos. É muito mais. E um filme acima de tudo sobre obsessão. Se bem que a trama é tão bem fechada que fica difícil imaginar os protagonistas em outra função que não a de mágicos. Mas muito mais do que os truques, é a competitividade doentia de ambos que norteia a produção. Não apenas para ver qual dos dois é o melhor dos mágicos, mas sim qual vai dar um jeito de acabar com o rival e aí pouco importa quem esteja a volta.
Como não poderia deixar em se tratando do tema, o filme é cheio de – ao menos tentativas – surpresas. Em tese, algumas das maiores tu consegue sacar lá pela metade, o que te dá a impressão de frustração. Afinal de contas não tem nenhuma graça ver um filme do qual já se sabe o grande segredo. Mas então, como um bom mágico, o diretor vai lá e esfrega na tua cara que tu não fazia a mínima, mas a mínima idéia do que estava acontecendo. E tu adora. Só não é a melhor surpresa desses últimos anos porque o Clube da Luta é imbatível. Mas sim, é mais surpreendente que a do O Sexto Sentido. Muito mais.
Em tempo. Não dá. É humanamente impossível prestar atenção como se deveria nas cenas em que a Scarlett Johansson está presente. Ainda mais quando há um decote no figurino.

Are you watching closely?
theprestige_.jpg
Trailer

Críticas

Plano de Vôo

Posted in Uncategorized on março 9, 2008 by Carlos Corrêa

plano2.jpg

Uma boa idéia pode fazer a diferença, certo? Nah, só se ela for bem executada. Uma reviravolta garante geralmente é sinal de um bom filme, certo? Não, vide A Vila. Uma grande atriz salva uma produção? Nem a pau.
Plano de Vôo tem uma boa idéia, Jodie Foster como protagonista e tem lá suas reviravoltas. E nem assim passa de mediano. A premissa é interessante: a mãe que perde a filha durante um vôo, jura que a guria foi seqüestrada enquanto todo mundo jura que ela é louca, isso sim. O talento da Jodie Foster ninguém contesta, em um dos melhores filmes dos últimos anos – O Silêncio dos Inocentes – ela consegue fazer frente para a genial interpretação do Haniball Lecter do Anthony Hopkins. E lá pro final do filme tem sua surpresa. Mas eu tenho cada vez menos paciência com a surpresa simplesmente pela surpresa, que é o caso aqui.
Tá, a partir daqui eu tenho que falar da tal surpresa do filme, então quem não viu pára aqui que teremos os tais spoilers…
Há alguns dias eu já, escrevendo sobre Número 23, que se tu não acredita na história, o filme vai pras cucuia.Aqui o principal motivo que a coisa não anda satisfatoriamente é que quem vê se sente enganado. Uma coisa é tu não ter muitas informações e estar boiando um pouco na trama, outra é ela tomar uma direção e lá adiante mudar tudo. Tudo isso vale. O que não vale é o filme te dar elementos que depois tu vê que não eram verdadeiros. No caso de Plano de Vôo, o problema é a Jodie Foster. Ou o diretor Robert Schwentke. Ou os dois. O fato é que durante toda a parte em que eles nos fazem pensar que a personagem da atriz está louca, ela age como tal. Ela não está só desesperada porque perdeu a filha. Ela realmente parece louca. Tanto é que quando vêm aplicar o papo que a guriazinha já havia morrido, ela mesmo entra em dúvida. E para o andamento da história, ela NUNCA poderia entrar em dúvida de nada. Porque daí depois, quando mostram que de fato a guria havia sido seqüestrada, toda aquela loucura não vale mais nada. Aí é cômodo.
Pra completar, incrível como fica tanto tempo o bafo que a guria faz na janela. Fodona.

Have you seen my daughter?
plano.jpg

Trailer

Críticas

Onde os Fracos Não Têm Vez

Posted in Uncategorized on março 7, 2008 by Carlos Corrêa

country.jpg

Talvez eu seja de fato meio lento ou talvez seja apenas uma questão de gosto. Fato é que não consigo entender algumas adorações, mas tudo bem porque eu tenho as minhas adorações que quase ninguém entende. Não é o caso de achar necessariamente ruim, e sim só de apenas não achar o máximo, a última bolachina do pacote, o gás da Coca-Cola, a bala que matou o Kennedy. Radiohead, por exemplo. Ok, tem várias músicas legais. Mas é isso. Só que não, as pessoas têm que achar o Radiohead a maior e melhor banda do planeta. E, porra, eles lançaram há tempos um álbum que era só ruído. Ninguém entendeu bulhufas, mas pra não ficar chato, disseram que era “conceito”, que era genial.
Ok, tudo isso para chegar nos irmãos Cohen. Na boa, os filmes dele são bacanas e tal, mas por que quase tudo que tu lê a respeito dos caras é tido como fantástico? É uma coisa meio intocável. Será que ninguém lembra que O Homem que Não Estava Lá não tinha nada demais?  Sinceramente, Fargo eu até concordo, Fargo é mais do que apenas bom. Aí vejo Onde os Fracos Não Têm Vez e… bom filme, boa história, boas atuações, ou seja um bom filme. Mas daí a um filme genial? Menos, gente.
Onde os Fracos Não Têm vez vale, acima de tudo, pelo elenco. Não tem um só ator ou atriz que destoe. E ninguém está abaixo do muito bom. Mas para dar uma do contra, o grande destaque não é o Javier Bardem e sim o delegado vivido pelo Tommy Lee Jones. O personagem dele dava muito menos chance para ser explorado e ele faz chover com o cara, o tom de voz, as expressões. Josh Brolin é outro que tá muito bem fazendo o caçador caçado – e olha que ele também deu show no recente O Gângster. O fato de a história ser direta, sem reviravoltas que estão lá apenas para dar uma falsa ilusão de roteiro inteligente é outra coisa que ganha pontos aqui. Oscar? Oscar não é critério, todo mundo sabe. Mas Juno, por exemplo, é bem melhor. Bem melhor.
Tá, eu não li o livro. Então… o que diabos era aquela arma do Barden?!?! E pior, que cabelinho…

You don´t have to do this.
Everybody says that.

country1.jpg

Trailer

Críticas

Diamante de Sangue

Posted in Uncategorized on março 6, 2008 by Carlos Corrêa

bd1.jpg

Eu não vou lembrar a frase exata, mas era algo mais ou menos assim: “Ainda bem que não há petróleo aqui”, dita por um sobrevivente de uma das vilas detonadas por gangues em Diamante de Sangue. É nesse exato momento em que o filme dá a exata medida do tema que trata. Enquanto o motivo das guerras étnicas na áfrica for marfim, diamante e afins, eles vão continuar recebendo alguns blocos no noticiário internacional, fotos tristes em P&B e a   pena do resto do mundo. E só. Já os árabes sabem que se o motivo for petróleo, aí sim merece uma intervenção “internacional”. Afinal de contas, as ditaduras na África não são tirânicas assim, né?
Diamante tem o mérito de chamar a atenção pelo genocídio que ocorre por aquelas bandas, mas a gente sabe que na prática a coisa não vai além disso. Há pouco tempo, Hotel Ruanda abordou questões parecidas, numa prova de que a coisa continua. Os prós da produção, no entanto, não ficam restritos à importância do tema. Como filme ele também funciona perfeitamente, em grande parte pela dupla de protagonistas. Precisa ser muito preconceituoso para continuar achando que o Leonardo DiCaprio não é talentoso. E aqui o personagem não é dos mais fáceis, já que ele precisa deixar o tempo todo uma dúvida na nossa cabeça se está sempre pensando só em si ou não. E de fato certeza é algo que nunca se tem sobre o seu Danny Archer. Já Djimon Hounsou está bem de novo, ainda que boa parte dos papéis que faça se não são parecidos lembram bastante, vide esse, Amistad e In America.
Maaaaaas… se tem algo realmente diferente em termos de atuação em Diamante de Sangue é Jennifer Connelly. Eu já estava começando a achar que ela era triste mesmo, já que só fazia mulheres tristes e/ou sofridas. Aqui não, ela até ri. E sério, ela rindo é ainda mais linda…

T.I.A.
bd.jpg

Trailer

Críticas

Juno

Posted in Uncategorized on março 4, 2008 by Carlos Corrêa

juno2.jpg

O Oscar não é garantia de que um filme é bom. No máximo um indicativo e olhe lá. Prova disso é que até O Senhor dos Anéis e Shakespeare Apaixonado já levaram a estatueta de melhor filme. Mas a Academia pode ser sim um bom parâmetro em relação às boas produções. Só que ao invés de levar em conta o prêmio de Melhor Filme, vai um pouco abaixo na lista. Dá uma olhada nos vencedores (ou mesmo nos indicados) para a categoria Melhor Roteiro Original. Ali sim a qualidade é muito mais garantida. Vamos pegar os últimos cinco vencedores: Pequena Miss Sunshine, Crash, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Encontros e Desencontros. Para completar a relação, esse ano Juno foi quem levou.
É bem provável que Juno não seja o melhor filme nesses últimos anos, mas é certo que é o mais legal de todos. Inteligente, é o tipo da produção que te faz sorrir do começo ao fim, além de, obviamente, se apaixonar pela Ellen Page, a Juno (não é pedofilia, ela tem 21!). Como piada que se sabe não tem graça, não vou ficar aqui citando diálogos e estragando a surpresa de quem não viu. Mas vai tranqüilo porque é bom o tempo todo, o que em boa parte é trabalho do elenco. Não tem um personagem que não funcione. Mas é claro que Ellen Page rouba o filme pra ela, o que qualquer um vê – menos o Rubens Edwald Filho, que disse que ela faz o mesmo papel (?!) de Menina Má – mas tudo bem, ela ainda não é uma diva dos anos 50, então ele tem suas ressalvas.
A gravidez na adolescência está longe de ser um tema novo. O bacana é a abordagem, sem grandes encucações. Tem razão quem afirma que a história não teria muito pouca chance de acontecer daquela forma, fosse ela real. Que ninguém lidaria tão na boa com o fato de um casal de adolescentes que transou quase “de brincadeira”, agora está grávido e vai doar o bebê. Que as pessoas não têm diálogos inteligentes o tempo todo. Certo. Mas então vamos colocar em um degrau abaixo só para dar um exemplo recente o Closer. Isso sem falar em todos os filmes do Woody Allen. Não, né? Closer é bom, Woody Allen é genial e Juno é bom demais. Relaxa e curte. Ou então vai ver documentário iraniano.
Falando em relaxar, a trilha é toda calminha com umas baladinhas folk. Confesso que baixei e achei tudo meio parecido demais. De qualquer forma, vale pela Anyone Else But You, tanto na versão original como na dos atores.
Ahhhh, como esquecer? O filme foi escrito pelo nome mais cool do Oscar. Como se não bastasse se chamar Diablo Cody, ela ainda foi stripper e tem um blog bem interessante no MySpace.

cody.jpg

Diaaaaaaaablo

You should’ve gone to China, you know, ‘cause I hear they give away babies like free iPods

juno.jpg

Trailer

Críticas

Conduta de Risco

Posted in Uncategorized on março 2, 2008 by Carlos Corrêa

clayton.jpg

Eu já não entendo muito bem todo o bafafá em torno de Onde os Fracos Não Têm Vez, quanto mais entender as pessoas falando bem de Conduta de Risco. Não que o filme seja ruim. Ele não é. Mas não é bom. Eles simplesmente não é nada. Ele parece que vai ser alguma coisa, parece que vai acontecer alguma coisa, o tempo vai passando e aí ele acaba. Filmes com teorias conspiratórias de grandes empresas até podem render boas histórias, mas definitivamente não é o caso. Ah, tem todo um drama do personagem principal. Hein? Isso são todas aquelas histórias paralelas mal e pouco contadas? Na boa, George Clooney é cool e tal, mas sem pestanejar dá para pensar em uns 10 filmes dele melhores que esse.
Tilda Swinton ganhou o Oscar de atriz coadjuvante. Bom pra ela, ainda que ela faça pela milionésima vez o papel de Tilda Swinton. Aliás, na própria entrega do prêmio ela parecia estar interpretando Tilda Swinton. Se tem alguma coisa boa em Conduta de Risco é a atuação de Tom Wilkinson como o advogado com peso na consciência. And that´s all, folks.

I´m not the guy you killl. I´m the guy you buy!

clayton2.jpg

Trailer

Críticas