Arquivo para abril, 2008

Segundas Intenções

Posted in Uncategorized on abril 22, 2008 by Carlos Corrêa

Houve um tempo, lá por 1999, na primeira vez que eu vi Segundas Intenções, que eu achava o personagem do filme – Sebastian – praticamente um modelo a ser seguido. Ou seja, nada de se apegar a ninguém e preocupação zero com a guria que tu ficou ou quer ficar. Sim, era idiota, mas eu recém tinha tomado um pé então na época fazia sentido. E aí eu adorei o filme, até porque tem um visual legal e tal.
Muito antes desses dez anos eu me dei conta que o Sebastian não era modelo algum, mas continuo curtindo o filme. Aí cada vez que vejo, percebo como é bobo e tem um final que vai contra tudo o que ele pregava até ali – além de ser conservador pra caramba. Mas enfim, não consigo achar ruim e tento pensar as razões pra isso. Nenhuma é muito boa, mas enfim…
* A maior de todas: “You can put it anywhere”. Não, não é a fixação-clichê-masculina em si, mas o modo como a frase é dita pela Sarah Michelle Gellar no filme. No cinema, a hora (olha aqui, em 4´47´´) que ela diz isso chega a ser engraçada a reação das pessoas, meio constrangidas e pensando “wow!”. Sem pestanejar e sem perdão aos puristas ou clássicos, mas uma das dez melhores frases do cinema.
* O beijo da Sarah Michelle Gellar e da Selma Blair. Eu sei, mulheres se beijando têm aos montes nos filmes. Mas olha esse e depois a gente conversa.
* Terminar com a genial Bittersweet Symphony, do Verve
* A Sarah Michelle Gellar

You can put it anywhere


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Críticas

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Jumper

Posted in Uncategorized on abril 21, 2008 by Carlos Corrêa

É bem provável que lá no final do ano, na hora de lembrar os filmes vistos no cinema ao longo do ano, eu esqueça Jumper. Não necessariamente porque ele é ruim. Ele está longe de ser bom, mas é indolor. E descartável. O tipo de filme que tu vê, comenta na saída que tem alguns muitos furos, que as paisagens são legais, brinca um pouco com o lance de “para onde se teletransportaria” e pronto, minutos depois já esqueceu.
Aliás, se tinha mais alguma coisa para falar do filme afora o fato de que o Samuel L. Jackson está virando cada vez mais um canastrão, eu esqueci.

Maybe I´m different

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Críticas

Manhattan

Posted in Uncategorized on abril 15, 2008 by Carlos Corrêa

O Rio de Janeiro tem “Aquele Abraço”, do Gil, “Garota de Ipanema”, do Tom Jobim e por aí vai. São Paulo, apesar de eu achar horrível, tem “Sampa”, do Caetano. A gente aqui em Porto Alegre tem que se contentar com Kleiton & Kledir ou então com as propagandas de final de ano do Zaffari e do Iguatemi. O fato é que toda cidade tem lá suas homenagens. É bem provável que outras sejam mais bonitas, mas dificilmente alguma vai ser tão inteligente e divertida quanto a feita para Manhattan por Woody Allen.
Pensando bem, não sei se as outras homenagens são tão mais bonitas assim. Porque Manhattan além de ser o melhor filme dele, que ali está no auge, ainda é bonito paca na sua fotografia em preto e branco. Sem pressa nas cenas, ele deixa a câmera parada como uma foto mesmo. E é uma imagem mais linda que a outra. Pessoalmente, para mim a melhor é a que está ali em cima, com eles conversando perto da ponte. Mas têm várias outras. A cena no planetário, a própria cena que antecede, com eles correndo da chuva no Central Park, as tomadas iniciais. Aliás, não bastassem as imagens, o filme ainda abre com Rhapsody in Blue, de Gershwin, que até pra mim que não entendo patavinas de música erudita, acho sensacional.
Duvido existir uma seqüência de dois minutos sem que algo inteligente ou engraçado seja dito. Ao invés de ficar falando isso ou aquilo, vou me valer do IMDB para lembrar algumas frases e diálogos que comprovam isso:

* I think people should mate for life, like pigeons or Catholics.

* She’s 17. I’m 42 and she’s 17. I’m older than her father, can you believe that? I’m dating a girl, wherein, I can beat up her father.

* – I finally had an orgasm, and my doctor said it was the wrong kind.
– You had the wrong kind? I’ve never had the wrong kind, ever. My worst one was right on the money.

* I had a mad impulse to throw you down on the lunar surface and commit interstellar perversion

Nenhum, no entanto é melhor que…

* – Hey, how many times a night can you, how, how often can you make love in an evening?
– Well, a lot.
– Yeah! I can tell, a lot. That’s, well, a lot is my favorite number.

Não preciso dizer mais nada, né?

A lot is my favourite number

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Críticas

Duro de Matar 4.0

Posted in Uncategorized on abril 9, 2008 by Carlos Corrêa

Duro de Matar 4.0 não é um Duro de Matar. É um filme legalzinho, tem cenas de ações legais – ainda que exageradas demais, até para o gênero -, mas definitivamente não é um Duro de Matar. Se tivesse qualquer outro nome, todos diriam que tem lá seus momentos e que o personagem lembra o John McLane do Bruce Willis. Lembra, mas não é. O McLane aqui é um super-herói, não tem medo de nada, faz tudo com tanta certeza que em nenhum momento cria a tensão de “o que vai acontecer?”, o que é um saco. Sinceramente, parece que o Bruce Willis ligou o piloto automático e vamos lá… O sarcasmo, as ironias do personagem agora quase não aparecem como se tivessem ficado a cargo do coadjuvante, o nerd Justin Long (o cara parece o Júnior, sem a Sandy). Menos mal que o filme ao menos caga e anda pra o medo de que censura (e conseqüentemente bilheteria) possa ter e não hesita um minuto em ser violento. Bem violento.
Alguém podia, por favor, lembrar os produtores que o fato de os dois Duro de Matar bons, o genial 1 e o bacaninha 2, terem toda a ação restrita a um lugar só não é uma coincidência. É, ou era, uma marca da série. Do contrário, têm outros 500 filmes de ação parecidos. No primeiro era o prédio da Nakatomi. No segundo, o aeroporto. Para o terceiro, eles abriram isso para NY. E deu no que deu. E agora é em uma caralhada de estados dos EUA. Deu no que deu de novo. Tomara que o Spielberg saiba muito bem o que está fazendo com o Indiana Jones novo…
Em tempo, a justificativa do nerd para afirmar que Creedence é uma merda é muito boa: isso não é um clássico, é uma música antiga e isso não faz dela um clássico.
Em tempo 2: a filha do McLane é bonitinha e tal, mas a japa vilã dá de 10…

Fuck you, bitch!

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Críticas

Scoop

Posted in Uncategorized on abril 7, 2008 by Carlos Corrêa

Woody Allen geralmente é aquela coisa: mesmo quando não é genial, é bom. Se por um lado faz tempo que ele não faz nada nem perto do que eram os filmes mais antigos dele (ao menos as comédias), por outro ainda é certo que por uma hora e meia ele vai te fazer ficar com aquele riso meio de canto assistindo ao filme. Scoop não tem nada de genial, nada de surpreendente, mas é simpático. Basta.
E vamos combinar, era impossível que um filme com a Scarlett Johanson – e ela se saiu bem em comédia – como protagonista e Woody Allen como diretor não fosse dar certo. Ele consegue até a façanha de mesmo com ela em cena, em alguns momentos prestar atenção na história. Um feito.

You come from an orthodox family, would they accept a serial killer?

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