Arquivo para janeiro, 2009

Marley & Eu

Posted in Uncategorized on janeiro 18, 2009 by Carlos Corrêa

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That is not a dog, that is a evil with a dog´s face

Eu não tenho nada contra filmes de chorar, até porque é impossível não chorar no final do melhor deles todos que é o E.T.. Também faço parte daqueles 1% de heterossexuais que veem (sem acento fica estranho, não?) comédias românticas. Para completar, adoro cachorro.

Pois bem, dado tudo que foi dito acima, assistir a Marley & Eu tinha tudo para ser engraçadinho pelo menos. Não fosse o filme uma fraude em todos os sentidos. Primeiro, o trailer é mentiroso. Isso mesmo. O trailer é bom. Ou ao menos vende a ideia de uma comédia romântica com um cachorro no meio. Mas o filme não é uma comédia, essa naba é um drama. Que tu só se dá conta lá pela metade. Um drama chato de um casal chato que tem um cachorro e uma penca de filhos. Eu não quero sair de casa para ver um filme choroso de uma família chatonilda. E outra, não existe um cachorro tão encrenqueiro como aquele. É tão óbvio que o autor do tal livro maquia o cusco para ele ser o mais querido e legal de todos os tempos que começa a encher o saco. Mas o mais irritante de tudo não é isso. São as tentativas de fazer com que o espectador chore. Uma coisa é largar um diálogo choroso. Passa. Uma cena do bicho doente. Passa. O problema é que ele faz tudo isso. E quando tu já se decidiu que não vai chorar, que só torce para aquela naba acabar de uma vez (tem mais essa, é interminável), ele dá o golpe final: uma criança de seus três quatro anos vendo um video do cachorro quando eram todos menores. E a criança olha o cusco em câmera lenta e chora. E os outros patetas no cinema soluçam. E o medidor de paciência estourando no ponteirinho vermelho há horas…

Por último, bem ligeiro, quem diabos inventou que o Owen Wilson e aquele nariz todo torto pode ser galã?

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Marley & Eu ( 2008 ) **

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Sete Vidas

Posted in Uncategorized on janeiro 16, 2009 by Carlos Corrêa

7p

It´s time

Entre as várias definições possíveis para um filme há os “filmes-mãe”. Sabe, aqueles filmes que não são necessariamente nem bons, nem ruins, mas que geralmente as mães adoram, mesmo que dois meses depois não lembrem mais de nada. Ai quando passa na TV de novo, elas olham a propaganda e dizem algo como “Ai, esse filme é bem bom, blablabla”.
Sete Vidas é um filme-mãe. Não é um filme inesquecível. Não é um filme ruim. É mãe, não consigo pensar em nenhuma outra definição. Na verdade, o diretor Gabriele Muccino – do ótimo O Último Beijo – pega tão pesado no mistério na primeira parte do filme que acaba tendo o efeito contrário. Ele dá tão poucas, mas tão poucas pistas que quem está do lado de cá da tela começa a levantar todas as possibilidades possíveis, até que chega uma hora em que tu acerta. O problema é que essa hora chega meio cedo demais, o que faz todo o resto do filme ser previsível, faltanto saber apenas o modo como o roteiro vai estruturar o que era para ser uma surpresa. No entanto, mais pro final, a previsibilidade deixa de ser um problema, já que a forma como tudo acontece não deixa de ser interessante. E ao menos mostra o que o Will Smith não quer ficar fazendo só os mesmos blockbusters de sempre.
Eu provavelmente não vá lembrar muito desse filme daqui alguns meses. Se a minha mãe assistir, também talvez não lembre muito tempo depois. Mas aposto que ela vai gostar mais que eu.

7

Sete Vidas ( 2008 ) ***

Superbad

Posted in Uncategorized on janeiro 7, 2009 by Carlos Corrêa

bad

What? One name? ONE NAME? Who are you? Seal?

Eu não sei tu, mas eu era quase um débil na época do colégio. Ou talvez seja preconceito meu mesmo. Não era um nerd, ainda que todos os fortões e as gostosas considerem nerd qualquer pessoa que consiga tirar um 8 ou 9 numa matémática da vida. Mas não pegava ninguém, isso é fato. Era (?) o rei da platonice e as únicas festas que eu ia eram aquelas de Rainha do Colégio. Explica-se o 0 a 0. Mas enfim, passou. E olhando agora de longe não deixa de ser engraçado aquela época, até porque apesar de todos os guris sonharem ser os fodalhões e todas as gurias as gostosas, na prática eles eram minoria – fora que o tempo passou e muito deles viraram uns losers de primeira (deve ser complicado atingir o ápice pessoal aos 14, 15 anos e daí pra frente nunca mais).
Tudo isso para dizer como eu achei bom esse Superbad, do qual já havia ouvido falar algumas vezes, mas só esses dias pude parar para ver. É idiota? Demais, demais, demais. Mas salvo os exageros de filme, é aquilo ali mesmo. Guris daquela idade são idiotas. Guris naquela idade só pensam em comer as gostosas (comer que é bom, nada) e acham que qualquer oi delas é um sinal de que “agora vai”, mas nunca ia. Eu até não era da turma que morria de curiosidade para beber, mas ok, eu era a exceção. Então assistir a um filme com diálogos tão engraçado quanto verossímeis sobre gostosas, sexo e bebida é sim muito prazeiroso. Ainda mais quando já se está longe daquela idade.

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Superbad (2007) ****

Queime Depois de Ler

Posted in Uncategorized on janeiro 2, 2009 by Carlos Corrêa

reading

What the fuck?

Na fila da cegonha, eu devo ter pedido para aumentarem a minha capacidade de jogar botão e, conseqüentemente, tiraram outra, acredito que a de entender e adorar os filmes dos irmãos Coen. Tipo, eu até gosto dos filmes dos caras, mas não consigo enxergar a genialidade que as pessoas costumam ver. A mesma coisa com o Almodóvar. Mas voltemos aos Coen. Fargo é legal, mas só legal. Onde os Fracos Não Têm Vez é ainda menos legal. O Homem Que Não Estava Lá, então, não é nem legal. Por isso talvez nem tenha criado tanta expectativa ao ver esse Queime Depois de Ler. Resultado? O filme é legal, engraçado. Talvez até mais legal que os outros, pelo surrealismo e pelo bom humor. Mas putz, de novo não consegui achar genial. É o que dá jogar botão bem pra caramba.

burn

Queime Depois de Ler ( 2008 ) ****

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Posted in Uncategorized on janeiro 1, 2009 by Carlos Corrêa

sunshine

Meet me in Montauk

Charlie Kaufman é um gênio. Ou pelo menos teve seu momento de gênio em Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Michel Gondry é gênio. Ou pelo menos teve seu momento de gênio no mesmo filme. Que o Jim Carrey era um ator bem melhor do que só as comédias conhecidas a gente já sabia desde O Show de Truman. Bom, juntou esse time, mais a Kate Winslet, também boa atriz, e as chances de um bom filme eram grandes. Mas Brilho Eterno é mais que um bom filme. É um daqueles filmes que vão sempre destacar-se dos demais. A premissa de que que você pode apagar determinadas memórias por si só já é sensacional. Não conheço ninguém, ninguém que em cima disso não tenha ficado pensando em como reagiria às situações do filme. O bacana é que não importa quantas vezes tenha se visto o filme, sempre há algum detalhe que tu não percebeu antes, uma sutileza aqui, outra ali. E no fundo, Brilho Eterno é um dos grandes romances desses últimos tempos.

eternal
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004)
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Californication – 2ª temporada

Posted in Uncategorized on janeiro 1, 2009 by Carlos Corrêa

califa

Life is too fucking boring not to try

A velha história da expectativa. Californication tinha sido a melhor surpresa de 2007 em termos de seriados. Era complicado continuar no ritmo que vinha, ainda mais com o season finale “queridinho” daquele ano. Muita gente achou que era um erro terminar daquele jeito porque não haveria saídas para uma segunda temporada. Tom Kapinos, David Duchovny e companhia mostraram o contrário. A segunda temporada da série só não é genial como a primeira porque seria impossível ficar melhor. Mas as histórias de Hank Moody foram por um rumo um pouco diferente, bem mais pesado. Ao invés de mulheres nuas por todos os lados (ainda que elas continuem), o mais pesado nesse caso são os temas como o vício em cocaína da Marcy e, acima de tudo, os problemas que o protagonista passa. O bom é que tudo isso com o mesmo humor ácido e ironia que chamaram atenção lá em 2007. Os novos personagens – o produtor Lew e a atriz pornô Daisy – são bons e os antigos continuam interessantes. E de final dessa vez não dá para reclamar, já que a deixa para a terceira temporada é inegavelmente melhor que a do ano passado.

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Californication ( 2008 ) *****