Arquivo para abril, 2009

Monstros vs. Alienígenas

Posted in Uncategorized on abril 26, 2009 by Carlos Corrêa

aliens

I may not have a brain, but I have an idea

# Até onde eu lembro, minha última experiência com 3D era jogar Poseidon Wars no Master System. E não, não tinha nada demais – se bem que na época eu achava o Master perfeito, os gráficos do Jogos de Verão realistas, então… Então era óbvio que eu era meio desconfiado com essa história de cinema 3D. Desconfiado e curioso. Aí fui ver Monstros vs. Alienígenas. Nos trailers de outros filmes 3D, já se tinha uma ideia que a coisa era diferente. Quando numa das primeiras cenas do filme, eu tomei um cagaço porque tinha uma bola que parecia sair da tela. Mais adiante, tem uma parte que tu tem a nítida impressão que se esticar o braço, pega alguns objetos da tela. Só isso já valeu o ingresso.

# O mesmo filme, sem o 3D, deve ser bem chatinho. Pelo simples motivo que o grande atrativo é ver o filme com noção de profundidade. A história é das mais bobinhas e tirando a meleca sem cérebro, os personagens não tem lá muito carisma. Na verdade, tu fica torcendo pra que os do Monstros Inc. apareçam a qualquer momento, porque aqueles sim eram legais.

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Monstros vs. Alienígenas (2009) ***

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21 Gramas

Posted in Uncategorized on abril 24, 2009 by Carlos Corrêa

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There are so many things that have to happen for two people to meet

# 21 Gramas não é um soco no estômago. É um pontapé no estômago. No ranking de agressões estomacais, deve estar atrás apenas de Réquiem para um Sonho, que é uma voadora com os dois pés no estômago. Ambos ótimos, claro.

# Sou meio suspeito para falar de filmes que tenham o acaso como mote principal de suas histórias por ser um tema que eu acho fascinante. Essa história do “e se” pode tanto funcionar para quem acredita que tudo está escrito e não tem jeito como para quem acha que é tudo louco e tão frágil que qualquer mínima mudança tem consequências absurdas. Um momento, uns poucos segundos e a vida de três pessoas muda para sempre no filme. Meio que funciona assim o tempo todo e talvez as consequências mais importantes das nossas vidas tenham nascido dos momentos mais bestas possíveis. Na verdade, é bom que quando a gente tem o poder de decidir alguma coisa, pense bastante mesmo, porque não somos cientes da imensa maioria das coisas que vão nos afetar ali adiante. Ou melhor, lá adiante.

# Além do acaso, o que também permeia o filme é o sentimento de culpa de todos os personagens. Todo mundo, em maior ou menos grau sente culpa, muitas vezes por coisas que na verdade não têm culpa alguma.

# Cada vez mais gosto de filmes feitos em uma estrutura na qual nada parece fazer sentido, mas com o andar da carruagem, tudo se encaixa. Pra quem é ansioso, é um parto. Pra quem não tá preocupado só com o final, ótimo.

# Considerando 21 Gramas parte de uma trilogia do diretor Alejandro González Iñarritu, fica fácil afirmar que esse aqui é o melhor dos três. Que Babel é o pior. O outro é Amores Brutos, também muito bom.

# Tem algum outro ator da geração do Sean Penn melhor que ele? Não, né?

# Ou a Naomi Watts tava com frio na hora das filmagens ou ela curtiu bastante as cenas de sexo com o Sean Penn. By the way, agradeço até hoje o meu inconsciente por ter me feito sonhar uma vez que eu tava agarrando afu ela. Com direito aos peitões, claro.

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21 Gramas (2003) ****

Piaf

Posted in Uncategorized on abril 18, 2009 by Carlos Corrêa

piaf

Non!
Rien de rien…
Non !
Je ne regrette rien

# A Ale já tinha me dito que era um filmaço. O Gugu Gustavo idem. Mas eu sempre achei que não ia curtir tanto quanto os outros. Que nada. Acho que desde O Grande Truque, eu não terminava um filme com a sensação de que era bom demais mesmo. Piaf é genial, sem tirar nem por. Cinco estrelas sem piscar.
# A essas alturas do campeonato, tudo já foi dito sobre a atuação soberba da Marion Cotillard, que não interpreta a Piaf, mas encarna a cantora. Levando-se em conta que ela faz a personagem jovem e velha, impressiona ainda mais. Fora que a maquiagem é tão perfeita que consegue a façanha de deixar a Cotillard feia. E ela é bem gatinha.
# Mea-culpa ignorante. Afora uma que outra música, eu não sabia nada da vida da Edith Piaf, o que pro filme no final das contas foi até melhor. Aliás, que vida, hein? Classificar como difícil seria muuuuuuuuito ameno.
# A trilha, obviamente, é demais. Eu acho que tô até agora com “Non, je ne regrette rien” até agora na cabeça. Nooooooooooon…
# O meu grande receio com o filme era justamente por ser uma biografia, aquele risco todo de ser arrastado. Mas a edição faz o contrário ao jogar os tempos como bem entende. Não atrapalha em nada a compreensão da história e de quebra ganha dinamismo.
# Eu sei, sou chato com essa história de títulos. Mas eu sou pior ainda com subtítulos. O original, em francês, é La Môme. Aí, em inglês já virou La Vie en Rose. Ok, até aí vai. Aí no Brasil já chegou como Piaf. Mas ok, beleza, Piaf para uma bigrafia não é de todo ruim. Mas pra que tacar um Um Hino ao Amor? Até porque ninguém cita os subtítulos. Prefiro ignorar.

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# Ano passado, quando cheguei no albergue, em Paris, os quartos ainda não estavam liberados, então saí pra dar uma volta e conhecer o que tinha por perto. Umas quatro ou cinco quadras acima, tinha o famos cemitério Père-Lachaise. E entre um túmulo de Jim Morrison, um Proust e um Balzac, lá estava o da Edith Piaf. Com o plus de um velhinho regando as flores, como mostra ali em cima.

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Piaf (2007) *****

A Vida dos Outros

Posted in Uncategorized on abril 18, 2009 by Carlos Corrêa

lieben

Und Sie sind ein guter Man

# Tô quase convencido da minha ignorância cinematográfica. Não fosse adorar os filmes do Woody Allen e nem eu acreditava em mim mesmo. Primeiro, não vi nada demais no Pulp Fiction, ao contrário de TODO MUNDO. Depois, não consigo ver onde está a genialidade dos irmãos Cohen. Agora, esse A Vida dos Outros, que TODO MUNDO que viu disse que é genial, blablabla. A Revista da Net colocou como o terceiro melhor filme da década! E eu achei legal. E nada além.

# Acho muito mais interessante sugerir do que entregar o ouro, da mesma forma que as sutilezas são sempre mais interessantes. Só que sutileza demais enche. O cara era parte do governo alemão, pseudo-torturava as pessoas e aí fica com peninha porque o tal diretor é perseguido injustamente? Ele achava o que antes disso?

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A Vida dos Outros (2006) ***