Arquivo para maio, 2009

Lost – #5 Temporada

Posted in Uncategorized on maio 27, 2009 by Carlos Corrêa

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It doesn’t matter what we do. Whatever happened, happened


# Spoiler o tempo todo, ok?

# Difícil, quase impossível, encontrar alguém que veja Lost e não seja fã. Até porque, quem superou a terceira temporada, agora só lamenta que falte apenas um ano para o final-final. Logo, por mais voltas e pulos no tempo que a série tenha dado, seguimos fiéis. Só que é o seguinte: terminem isso de um modo à altura, ok?

# Com a musa-mor Kate insossa e o Jack bundão, restou a quinta temporada ser comandada por quem tava meio de canto. Esse ano foi do Sawyer e do Faraday. Talvez do Miles também.

# Quem reclamava que faltavam respostas, esse ano deve ter ficado bem quietinho. Teve resposta à granel para trocentos mistérios. Óbvio que ainda falta uns 80% ser respondido ainda, mas na boa, isso não me incomoda em nenhum momento. Costumo dizer que em Lost, eu curto muito mais a viagem do que o destino em si.

# Talvez um dos problemas de eu não ter curtido tanto essa quinta temporada (e olha que achei alguns episódios fantásticos) é justamente ter vindo depois da quarta, disparada a melhor de todas. Aliás, dá vontade de rever toda a série antes da derradeira temporada. O foda é lembrar que tem toda aquela terceira arrastada.

# No fundo, talvez mesmo seja aquela coisa de que tu fica com a última impressão (o Parreira que o diga!). Eu sei que sou exceção. Mas não dá, o último episódio (ou melhor, o final dele) não desceu. O começo foi demais e muito provavelmente a cena em que o Jacob é revelado tenha sido uma das melhores do ano. Mas Lost sempre se puxou em nos surpreender. O que foi aquele final da terceira com o “We have to come back!”? Pois é, agora duvido que alguém tenha cogitado outra possibilidade para o lance da bomba. Ou o Jack explodia tudo, ou não explodia. E eu lá, com fé de que os roteristas me surpreendessem de novo, viesse com algo que eu nunca imaginei. E aí o que acontece? A Juliet explode a porra da bomba. E o que acontece depois? Só ano que vem. Ah, pára…

# Bizarro a história do Locke ir, voltar e nunca ter ido. Talvez até chata.

# E o Desmond?

# Ei, Sayid, pede pra sair.

# Assim, certo que a próxima vez que sair sangue do meu nariz (calma, não é algo frequente, ainda bem), eu vou fazer alguma brincadeira sobre clarões e viagem no tempo.

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Lost – #5 Temporada (2009) ****

Fringe – #1 Temporada

Posted in Uncategorized on maio 27, 2009 by Carlos Corrêa

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Olivia Dunham, FBI

# No meio do ano passado, antes mesmo do episódio piloto vazar, o papo era de que a “nova série do J.J. Abrams” era uma mistura de Lost com Arquivo X. Convenhamos, um marketing muito do bem pensado, já que fazia alusão a dois dos melhores seriados que se teve notícia ultimamente. Mas basta uns 2 ou episódios para tu sacar que de Lost, Fringe só tem a assinatura do JJ. Fringe é, sem tirar nem por, Arquivo X. Uma versão 2000 do seriado dos anos 90. Claro que isso é pra ser um elogio.

# Fringe funciona exatamente como Arquivo X funcionava. Tu pode ver um episódio apenas, sem seguir a série toda, que vai aproveitar quase sempre. Quase, porque principalmente na reta final da primeira temporada, a mitologia da série ganha mais espaço.

# Por que Fringe é bom? Primeiro, porque quem para na frente da TV (ok, do computador) e assiste a histórias sobre lesmas gigantes, teletransporte e universos paralelos, é porque quer ver isso mesmo e foda-se a verossimilhança, por mais que as histórias tentem dar um ar de “explicações científicas”. We want entertainment. We got entertainment. Fora isso, alguns episódios em especial são muito, mas muito bem feitos. Tenso de tu ficar sem piscar à espera da próxima cena, por mais que saiba que eles nunca matariam um protagonista. Até porque não é Lost, né?

# Aaaaaaapesar disso tudo, é claro que Fringe tem lá seus furos. Alguns episódios encerram e te deixam com a expectativa lá em cima de que o assunto será retomada. E vem o outro, e o outro, e o outro. E termina a temporada e necas. Pior é que tu para e pensa e vê que algumas várias peças não encaixam.

# Anna Torv. Cada vez que ela diz “Olivia Dunham, FBI”, eu quase respondo “eu te amo também”. Sim, temos uma nova musa. E sim, ela é anos luz mais gata que a Gillian Anderson.

SPOILER COMING

# Por último, o fim. Para quem esperava de Lost o season finale mais interessante de todos, veio Fringe e deu de goleada. Talvez a história em si não guardasse muitas surpresas e todo mundo aquelas alturas não só sabia que a nossa musa ia encontrar finalmente William Bell, assim como todos os blogs e sites do seriado já tinham vazado que o papel era do Spock. Mas azar, a história foi bem direitinha e aquela câmera se afastando na última cena e mostrando que ele vive num mundo paralelo em que o escritório dele é nas Torres Gêmeas – sim, lá elas estão de pé – foi do caralho.

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Fringe (2008) ****

Wolverine

Posted in Uncategorized on maio 27, 2009 by Carlos Corrêa

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I’m coming for blood, no code of conduct, no law.

# O primeiro X-Men, assim como o terceiro, são bem divertidos e funcionam razoavelmente bem se tu não for um fã daqueles doentes dos gibis. O segundo, nem se fala, é muito bom – a cena de abertura é simplesmente genial. Logo, por mais blockbuster que Wolverine seja, não era demais ter uma boa expectativa do filme. Mas infelizmente, não rola. É impossível não comparar com os outros – e, sendo assim, ele fica em quarto lugar. Não pega nem Libertadores.

# Nunca devo ter lido um gibi dos X-Men na vida, então não faço a mínima ideia do quanto o filme é fiel à história do unhudo.

# Salvo honrosas exceções, quando o marketing do filme começa a ser massivo demais, até para os padrões já massivos de Hollywood, é sinal de que o filme não se garante e precisa vender desesperadamente a ideia de que é bom. Lembrei disso antes de ver o filme, quando eu ligava a TV e lá tava o Hugh Jackman, até no Pânico com a Sabrina. Não deu outra.

# Já que sempre que aparece um peitinho ou uma bunda, a mulherada diz que é um nu gratuito e apelativo, é a nossa vez. Completamente desnecessárias as cenas em que o nosso herói aparece sem nada.

# Vai dizer que a parte final do filme não passa muito a impressão de laboratório. Tipo, eles largam uns 20 personagens que não aparecem mais do que uns poucos minutos. Quem tiver uma recepção boa do público, volta na sequência. Senão, adiós. Certo é que pro filme não acrescenta chongas.

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Wolverine (2009) ***

Che – O Argentino

Posted in Uncategorized on maio 23, 2009 by Carlos Corrêa

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Patria o muerte!

# A maior qualidade dessa primeira parte do Che é também o maior defeito: a falta de envolvimento. Se por um lado é bom ao abordar a vida de um ícone sem tentar defender todos os atos ou criticar por eles – ok, se for analisar beeeeeeeeem, pende pró Che -, por outro esse distanciamento faz com que quem está do lado de cá da tela tenha quase a impressão de ver um bom programa do Discovery Channel. Não é um filme de ação e tampouco vai muito pelo lado do drama. O foco está muito mais nas ideias dos personagens do que em qualquer coisa. Então se tu tá esperando várias e grandiosas cenas de ação sobre a Revolução de 59, forget it. O que, como disse antes, é o bom e é o ruim.

# Eu nunca li biografias sobre o Che. Li uma do Fidel e material sobre Cuba. Ah, e uma biografia em quadrinhos do Che. Mas enfim, não sei se o filme é fiel à história em detalhes ou não. O que dá pra dizer sem titubear é que quem gosta do Che, seja como personagem, como ídolo ou como ícone, sai satisfeito do cinema.

# O trailer já mostrava isso, mas o filme deixou escancarado: o Benício Del Toro É o Che. Simples assim.

# Desde o começo do noticiário sobre a produção, as informações davam conta de um filme bastante longo, coisa de três horas e lá vai picada. No final das contas, dividiram em dois. Então acho que pra analisar mesmo, só esperando pra ver a segunda parte, “Che – A Guerrilha”.

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Che – O Argentino (2008) ***

Meu Nome Não É Johnny

Posted in Uncategorized on maio 21, 2009 by Carlos Corrêa

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– A minha meta é acumular um milhão de dólares.
– A minha é torrar um milhão de dólares.

# Não sei bem a razão, mas eu tinha a impressão que esse filme era uma naba. Vi porque era o que ia começar na TV naquela hora. E no começo até achei que eu tava certo. Mas sabe que não? Meu Nome não Johnny não é nenhuma maravilha, mas pode ser visto bem na boa.

# Na verdade, qualquer filme com a Cléo Pires pode ser visto na boa. O máximo que tu pode fazer é ter que ligar o mute.

# Há uns dias, comentando o Cidade de Deus, lembrei que o elenco todo do filme era bom: dos protagonistas aos coadjuvantes. Aqui não dá pra dizer a mesma coisa. Selton Mello é sabidamente bom ator, os coadjuvantes também dão conta o recado até ali. Mas elenco de apoio mesmo, aqueles que vão entrar por uma ou duas cenas – tipo as cenas da praia ou ele quando criança -, nossa, são muito ruins.

# Ver o Lula, do Juba & Lula, acabadaço deixa claro que faz vários bons anos que tu não é mais adolescente.

# Música dos anos 80 é foda, né? No mau sentido, claro. Por exemplo, o filme seria tão melhor sem Titãs. Quem disse que essa banda é boa? Quem mentiu?

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Meu Nome Não É Johnny ( 2008 ) ***

Trainspotting

Posted in Uncategorized on maio 19, 2009 by Carlos Corrêa

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Choose life. Choose a job. Choose a career.

# E lá se foram 13 anos desde o lançamento de Trainspotting. Eu lembro que na época (putz, dizer na época parece tão coisa de velho) o filme veio junto de alguma polêmica que nem lembro qual era mas imagino ser, óbvio, em torno da temática das drogas. Hoje em dia tu vê e continua achando o filme sensacional. Mas não vê nada de tão polêmico.

# Vai ver é o tempo ou o monte de vezes que já vi o filme. O fato é que hoje em dia eu acho Trainspotting uma sucessão de cenas memoráveis. Quase que sem exceção. Pra mim, a melhor de todas é a sequência do Renton em casa, trancado no quarto tendo as alucinações. Bizarro.

# Sou cagão o bastante para nunca ter provado droga nenhuma. Mas imagino a reação das pessoas ao ver o cara descrevendo o barato da heroína como o de mil vezes melhor do que um orgasmo. E tu sabe, como diz o Woody Allen, o pior orgasmo ainda assim é ótimo.

# Já falei disso no Quem Quer Ser um Milionário?, mas nunca é demais. O que diabos o Danny Boyle tem com merda? Se lá o gurizinho mergulha nela, aqui o personagem do Ewon McGregor não faz menos, mas ao menos sai mais limpinho.

# Em Porto Alegre alguns bares ostentam banheiros do mesmo nível do filme.

# Born Slippy, do Underworld, é a melhor música da trilha. Quase um dos hinos dos anos 90. Mas a trilha inteira de Trainspotting é sensacional, com Primal Scream, Sleeper, Blur, Iggy Pop, Lou Reed, Elastica e Bedrock.

# Aliás, o que é mais anos 90: o filme, Born Slippy ou as primeiras falas do filme, o “Choose life, choose a job…”?

# Não bastasse tudo acima, todo o filme ainda tem um sotaque britânico dos mais carregados.

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Trainspotting (1996) *****

Two and a Half Men – Temporada #1

Posted in Uncategorized on maio 17, 2009 by Carlos Corrêa

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Welcome to the Matrix

# Eu tinha um forte preconceito contra seriados que têm risadas ao fundo. Não preciso que me orientem quando eu preciso rir. Aos poucos, e acho que muito em função de Friends, a coisa foi diminuindo. Hoje, vejo Two and a Half Men e nem ligo mais para as reações de plateia.

# Também como no Friends, vendo Two and a Half Men tem um “problema” pra mim. Eu não saberia dizer qual dos três personagens é o mais engraçado. Pensando rápido, diria o Charlie Sheen. Mas tanto o Jon Cryer quanto o gurizinho são igualmente hilários. E até os secundários, como a empregada, a mãe deles e a louca que entra pela sacada também valem boas risadas.

# Two and a Half Men é um seriado pra rir. Rir mesmo. Tipo, Californication é tão engraçado quando, mas é outro humor, mais inteligente. É aquele que tu vê com um sorriso de canto o tempo todo. Aqui não, aqui é pra rir a valer mesmo.

# Outra vantagem em relação a vários outros seriados é que tu não precisa ver os anteriores para sacar a história. Pode perder uma piada ou outra, mas o episódio passa na boa. Algo impossível, por exemplo, com Lost.

# Ah, de quebra nessa primeira temporada tem um episódio com a Megan Fox como uma Lolita. Não preciso dizer mais nada, né?

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Two and a Half Men – #1 Temporada (2003) ****