Arquivo para junho, 2009

O Ultimato Bourne

Posted in Uncategorized on junho 28, 2009 by Carlos Corrêa

damon

Jesus Christ, that’s Jason Bourne!

# Até que ponto qualidade faz a diferença a longo prazo? Existem filmes que não passam de médios, mas que com o passar do tempo, gostamos mais e mais, talvez por estarem ligados a lembranças tipo infância e tal. Qualquer uma daquelas Sessões da Tarde dos anos 80, vistas hoje devem parecer uma porcaria. Eu nunca mais vi, por exemplo, A Lenda de Billie Jean, mas imagino que se visse hoje acharia uma porcaria. Mas gostaria igual. Onde entra O Ultimato Bourne nisso? O Ultimato Bourne é um baita filme, mas eu duvido que eu vá citar ele em qualquer lista dos meus filmes preferidos. Boa história, boas atuações, ação o tempo todo, tensão (que é algo que valorizo pra caramba num filme) e por aí vai. Não tem muito o que criticar no filme. Ele é bom, muito bom, só não marca. Tipo aquele jogador “tático” que o técnico adora, mas que a torcida acha só bacana, enquanto adora o centroavante tosco que faz gols. É, no fim tudo acaba em futebol.

# É disparado o melhor dos três Bournes.

# A cena da luta dele com o agente no Marrocos (agora nem lembro, era Marrocos?) é boa, mas meio longa demais. Chega uma hora que tu nem presta mais a atenção de tanto que eles correm um do outro. Só volta a curtir quando eles quebram o pau de novo.

dma

O Ultimato Bourne (2007) ****

O Albergue

Posted in Uncategorized on junho 23, 2009 by Carlos Corrêa

hostell

You could spend all your money in there

# O problema todo – e a solução de tudo – está, definitivamente, na expectativa. Não veja o filme de cara. Fique alheio aos comentários. Deixe que falem bem ou falem mal. Então comece a ouvir aos poucos. Se convença de que o filme é uma porcaria. Não, mais que isso. Uma grande porcaria. Que vai ser nojento, o pior e mais apelativo filme da nova safra de terror. E então veja. Aí tu vai estar preparado para as piores cenas de todos os tempos. E elas não vão aparecer. E aí quando terminar O Albergue tu vai se sentir até um pouco constrangido por ter gostado. Sim, gostado do filme.

# Tava pensando aqui depois, eu não sou muito de virar a cara em filme de terror ou em cenas mais nojentas, então não sirvo lá muito para parâmetro. Mas, tirando a cena em que o guri corta o nervo do olho da japinha e começa a sair uma gosma, não tem nenhuma outra cena tão bizarra assim que justifique o falatório da época.

# Gangues de crianças e putarias no Leste Europeu. Todo mundo chapado em Amsterdam. O nível de preconceitos e estereótipos do filme é algo poucas vezes visto antes.

# Vou te ajudar a soletrar: N-E-D-E-L-J-A-K-O-V-A. Esse é o nome da moça. Na primeira vez que vi o filme, até me empolguei, achei um videozinho e postei no outro blog. Agora, revendo O Albergue, tenho certeza: se depois de encarar duas noites com a morenaça Barbara Nedeljakova, o destino fosse uma fábrica de tortura, acho que ainda assim a relação custo-benefício valeria a pena.

# Momento vi-filmes-demais: tudo bem que o “inspirado em fatos reais” é balela para promover o filme. Mas a ideia de existir um lugar onde ricos dementes paguem para matar pessoas é tão absurda e fictícia assim hoje em dia?

hostel

O Albergue (2005) ***

Hora de Voltar

Posted in Uncategorized on junho 23, 2009 by Carlos Corrêa

state

This is the start of something really big, but right now, I gotta go.

# Don´t Panic, do Coldplay, é só o começo. Depois ainda tem In the Waiting Line (Zero 7), Let Go (Frou Frou), Lebanese Blonde (Thievery Corporation), New Slang e Caring is Creepy (The Shins), One of These Things First (Nick Drake) e Just Don´t Think  I´ll Ever Get Over You (Colinh Hay). Isso só pra citar as principais. Uma das melhores trilhas sonoras ever.

# Talvez pelo título em português ser tão bobo ou talvez por ter curtido tanto o original (Garden State), o fato é que sempre que quero citar esse filme pra alguém eu esqueço a porra do Hora de Voltar.

# Garden State é daquele time de filmes independentes meio desconhecidos do grande público que tu fala com um certo orgulho de já ter visto. E que toda vez que tu começa a ver tu acha muito afudê. Mas que toda a vez que tu vê, chega uma hora lá do meio pro fim que tu pensa que ele é bacana, mas talvez não seja tãããão afudê assim. Claro, não tão afudê, mas ainda assim com Natalie Portman.

# Talvez – e eu começo a achar que escrevo muito talvez – o filme seja mais legal de comentar do que propriamente de assistir (não que seja chato, bem longe disso), porque várias das cenas, separadas, são muito bacanas, a maioria surreal. De longe, a melhor de todas é a do Zach Braff acordando e dando de cara com o cavaleiro. Se bem que a festinha ao som de In the Waiting Line no começo também tem climão.

garden

Hora de Voltar (2004) ***

Os Donos da Noite

Posted in Uncategorized on junho 14, 2009 by Carlos Corrêa

night

If you piss in your pants, you only stay warm for so long

# Os Donos da Noite é legal, tem uma história de máfia pesada e bacana, tem ação, drama, suspensa, não tem canastrão no elenco. Enfim, vale a pena, vai tranquilo. Mas a verdade é que ele vai ser sempre lembrado por uma coisa: o filme começa com a Eva Mendes hornier then ever, fazendo justiça com as próprias mãos, deitada num sofá chamando o Joaquim Phoenix na chincha. E infelizmente pro filme, não tem como ficar melhor depois disso.

# Se resta alguma outra coisa a dizer, é só que a máfia russa assusta muito mais que a italiana. No Leste Europeu, o bicho pega e nem tem beijinho antes pra avisar.

own

Os Donos da Noite (2007) ****

O Suspeito da Rua Arlington

Posted in Uncategorized on junho 14, 2009 by Carlos Corrêa

arlington

Boom

# Talvez seja a impressão que ficou do Sobre Meninos e Lobos, ainda que até mesmo no Um Sonho de Liberdade, ele tenha uma cara estranha. Mas o Tom Robbins não parece meio freak?

# Ainda impressões sem nenhuma base. O Jeff Bridges poderia muito bem ostentar o título de melhor ator cool com pinta de mal humorado. Ou ao menos pegar um top 5 na categoria.

# Que o FBI não leia isso, mas eu começo a desconfiar que curto filmes sobre terrorismo. Ou ao menos filmes de atentados. Já tinha achado bem bom aquele Contagem Regressiva (também com o Jeff Bridges). A temática desse Suspeito é diferente, ok, mas ele te prende tanto quanto.

# Já que o post tá puxando pro lado das listas e categorias, O Suspeito da Rua Arlington cai naquela faixa de filmes que sempre que tu vê, tu acha bem legal. Mas que nunca, nunca tu vai citar ele como um dos filmes legais que tu viu ultimamente. Por alguma razão, ele vai – junto com as canetas Bic e os guarda-chuvas – para o buraco negro das coisas perdidas.

# A Joan Cusack é bizarra. Ponto.

road

O Suspeito da Rua Arlington (1999) ****