Arquivo para julho, 2009

Inimigos Públicos

Posted in Uncategorized on julho 29, 2009 by Carlos Corrêa

pe

I like baseball, movies, good clothes, whiskey, fast cars… and you.

What else you need to know?

# Michael Mann frequenta um seleto clube de diretores que não têm um filme ruim ou sequer mediano. Todas as produções dele vão do bom (casos de Colateral e Ali) aos muito, mas muito bons (Fogo contra Fogo e O Informante). Todos eles filmes sérios, com poucas gracinhas. Inimigos Públicos é um daqueles filmes que se não houvesse crédito, ainda assim tu saberia que é dele. Sério pra caramba na abordagem, câmera tremida com frequência e as melhores cenas de tiroteio que o cinema pode dar. Ninguém no mundo sabe fazer cenas assim como ele. Extremamente realista, sem efeitos de slow motion e afins, sem música. Cruas e geniais.

# Naquela linha ali de cima de que o diretor não faz nada mediano, Inimigos Públicos fica no meio termo entre o bom e o muito bom. Por quê? Justamente pela abordagem sem frescura que ele dá à história. E aqui não é nenhuma reclamação, só uma observação. Eu fui achando que ele tentaria glamourizar John Dillinger, famoso ladrão de bancos. Que nada. Inimigos Públicos é um filme sem mocinhos. Os bandidos são bandidos, matam sem pestanejar e querem salvar o deles. A polícia não fica muito atrás. Pra herói, nenhum deles serve, a começar o agente que mata ladrões pelas costas. Então, ajudado pela forma que Mann filma, durante uns 3/4 do filme não dá pra torcer pra ninguém, tu fica ali olhando só. Só quando aquele policial gordo escroto resolve sentar a mão na Piaf Marion Cottilard é que tu começa a torcer para alguém se dar mau. E consequentemente para alguém se dar bem, mesmo que seja uma história real e que tu saiba o final.

# Tão genial quanto a sequência do toroteio no meio do matagal e na estrada é a cena no cinema, com a perfeita analogia do filme com a história do bandido.

# Como é bom ver um filme que não cai nos clichês de gângsters dos anos 30/40.

# Pode até dar errado, mas geralmente um bom diretor, uma boa história e um bom elenco tem tudo para dar num bom filme. Dito e feito. Johnny Depp prova que pode ser um baita ator sem fazer caretas tipo Piratas e a bonitinha Marion Cottilard deixou bem claro que a atuação fantástica no Piaf não foi por acaso.

# Era lá então, nos anos 30, que a Claire tinha ido parar? E o Aaron? Será que agora ela volta pra ilha?

public

Inimigos Públicos (2009) ****

Vidas em Jogo

Posted in Uncategorized on julho 29, 2009 by Carlos Corrêa

vidas

Did I have a choice? Did I have a choice?

# Eu não lembrava o quão bom era esse filme. Na verdade, tinha uma tese de que o David Fincher alternava um bom filme com um genial. Me baseava na sequência Alien 3, Seven, Vidas em Jogo, Clube da Luta e O Quarto do Pânico. Aí veio o Zodíaco, que ao invés de ser genial era bom e estragou tudo. E O Curioso Caso de Benjamin Button só confirmou o fim da tese. Eu ainda não acho Vidas em Jogo genial, mas certamente está acima do que simplesmente bom.

# Antes que alguém fale que é uma história impossível, não custa lembrar que estamos falando do diretor que recriou uma história fantástica de anarquia a base de sabonetes e que recentemente filmou uma trama em que o protagonista nascia velho e ia rejuvenescendo. Ambos elogiados. Então deixemos a verossimilhança de lado, por favor. Relaxa e curte.

# 1997. 12 anos. E o Sean Penn parecia um guri.

# O cara deu nome a uma doença sobre viciados em sexo. Respeitem Michael Douglas para sempre!!!

# Na segunda vez, perde um pouco a tensão, mas a primeira vez de Vidas em Jogo é fantástica pela completa impossibilidade de saber o que é realidade e o que é jogo. Até o últimos minutos, reina a incerteza.

# Se tu tivesse grana, pagaria pelo jogo? I´d do.

# O final alternativo que tem nos extras do DVD só confirma que o final original era melhor mesmo.

game

Vidas em Jogo (1997) ****

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Posted in Uncategorized on julho 23, 2009 by Carlos Corrêa

potter

– She’s only interested in you because she thinks you’re the Chosen One.
– But I am the Chosen One.

# Toda vez que vejo um Harry Potter é a mesma coisa. Nunca lembro se vi o anterior e tenho lá minhas dúvidas se ainda lembro quem é do bem e quem é do mal. Até onde eu me lembrava, tinha visto todos sim, mas da mesma forma eu achava que o Alan Rickman era do bem.

# Foi-se o tempo que a série era para crianças. Aquele outro que tinha o Gary Oldman (Azkaban, pode ser?) já era bem sombrio. Esse novo segue na mesma linha. Coincidentemente, são os dois melhores até agora.

# Como já disse antes, não lembro muito dos detalhes dos filmes anteriores, mas o novo me parece ser aquele com menos ação. Por outro lado, é o mais tenso. O diretor David Yates consegue centrar tudo muito mais na expectativa do que vai acontecer, com um resultado pra lá de bom. É como se tudo estivesse sendo preparado para o que vem mais adiante nos outros filmes. Tomara que não perca a mão.

# Baita, mas põe baita, direção de arte. Os cenários são perfeitos, os figurinos idem e o pessoal soube não cair na tentação de abusar dos efeitos especiais nas mágicas. Bem na medida.

# Ó, ela tem 19 anos já, então dá pra falar. Emma Watson, a nossa querida Hermione virou mulherzinha e tá bem, hein. Harry Potter tá vacilando, o amigo ruivinho vai acabar pegando, mané. Que adianta ser o tal do escolhido e pegar aquela outra songamonga?

# Seguinte, na sessão que eu fui ver, no Barra Shopping, tinha um grilo na sala. No começo achei que era efeito do filme. Até que nas cenas mais silenciosas o bicho seguia lá. E quando o filme terminou ele seguia também.

harry

Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009) ****

Austin Powers

Posted in Uncategorized on julho 21, 2009 by Carlos Corrêa

powers

Oh behave!

# Austin Powers é tão sem noção, tão freak, tão nonsense que não tem como não ser ótimo. Não queiram levar a sério um filme que não se leva a sério. E isso é a melhor vantagem dele. Por isso é tão engraçado, por não ter medo de ser – e é – ridículo.

# Qualquer filme com a Liz Hurley tem um problema. É complicado prestar atenção na história ou seja lá o que for com ela em cena. De óculos. Com british accent. Com vestidinho curto. Bem complicado. Hugh Grant, tu vacilou feio, merrmão.

# Como é bacana a trilha, não? As melhores são aquela BBC do final e, claro, Burt Bacharach.

# No mínimo sensacional a sacada de fazer piada em cima do drama das famílias e dos amigos dos capangas. Myke Myers é gênio.

# Disparado o melhor dos três. Até porque nos outros, nosso amigo Myers entrou numas de ser o Eddie Murphy e interpretar 500 personagens. Fica só no Austin Powers e no Dr. Evil que tá mais do que bom.

liz

# Pronto, não dá pra parar de pensar na Liz Hurley de novo.

# Rola quase um constrangimento em lembrar o subtítulo do filme em português.

mike

Austin Powers – Um Agente Nada Secreto (1997) ****

Um Corpo que Cai

Posted in Uncategorized on julho 21, 2009 by Carlos Corrêa

vtgo

Only one is a wanderer. Two together are always going somewhere

# É assim que se faz um bom filme de suspense, não precisa de grandes reviravoltas ou teses malucas. Basta um roteiro bom e um diretor com a mão certa. No caso, dois gênios.

# De novo não achei o Hitchcock no filme, o que de certa forma é bom, porque eu tava prestando mais atenção na história do que nisso.

# O velhinho, diga-se de passagem, tinha um baita dum bom gosto pra mulher nos filmes, sempre mantendo o padrão loira platinada.

# Eu devia ser débil nas vezes anteriores que vi o filme, porque lembrava dele muito bom, mas “difícil”. E não é. Não há nada difícil de entender, tudo tem lógica.

# A grosso modo, Um Corpo que Cai são quase três filmes. O primeiro até o lance na missão espanhola, um outro sobre um personagem pra lá de obsessivo que faz de tudo para vestir a nova paixão da antiga e depois retoma aquele primeiro.

# Pra muitos, é a obra-prima do Hitchcock. Confesso ser mais fã de Os Pássaros, ainda que precise rever Janela Indiscreta e Intriga Internacional, outros dois que eu sempre achei bons demais.

# O hotel em que a personagem da Kim Novak ficava quando estava meio lelé hoje em dia é realmente um hotel em San Francisco. Se tu quiser, inclusive, pode ficar no quarto 501, o do filme. Diz que mantém o mesmo aspecto. Detalhe curioso e nada surpreendente: o nome do hotel hoje é… Vertigo.

# #chupashyamalan

vertigo

Um Corpo que Cai ( 1958 ) ****

A Proposta

Posted in Uncategorized on julho 11, 2009 by Carlos Corrêa

pops

Do you prefer Margaret or “Satan’s Mistress”?

# A Proposta é um filme meio estranho. É uma comédia romântica, o que significa que no fundo tu sabe o que vai acontecer no final – ainda que produções como Separados pelo Casamento e Terapia do Amor tenham sido melhores justamente por não caírem na obviedade. Até aí tudo bem. O problema é que para chegar no mesmo ponto final de todos os outros, ele usa quase todos os mesmos clichês: a chefe durona que fica sensível e o casal que se odeia e depois se apaixona para a gente ficar naqueles de sempre. Adicione a Sandra Bullock e o filme teria tudo para ser insuportável. Mas a real é que não é. Ele é simpático. O ritmo dele é legal, o texto não é de todo ruim e, talvez o mais importante, o resto do elenco parece à vontade. A velhinha então, rouba as cenas todas para ela.

# Eu nunca vi aquele Miss Simpatia, mas tenho a mais absoluta certeza que a Sandra Bullock faz o mesmo papel. Ela e aquele nariz de Michael Jackson dela.

# Mais momento ódio Bullock. O que é a dança dela no meio do mato? Baixou a Cameron Diaz? Constrangedor.

# Qual é o sentido da ex-namorada do cara no filme? Sério, porque as cenas delas são uma mais sem sentido que a outra. Primeiro, as duas ficam falando toda alegres sobre o cara. Que mulher no mundo conversa alegremente com a ex-namorada do seu namorado logo no primeiro encontro de ambas? Elas querem é se matar. Mais adiante, ela (que no filme tá solteira e parece ainda ter uma queda pelo cara) vai no quarto dele pilhar ele para ir atrás da outra. Hein? Como assim?

# Têm cenas que o Ryan Reynolds parece mais maquiado que a Sandra Bullock.

# Odeio cenas de pseudo-nudez. Sabe aquela coisa que os personagens estão pelados mas que no fundo não estão porra nenhuma? É o tipo da apelação censura livre.

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A Proposta (2009) ***

Isto é Spinal Tap

Posted in Uncategorized on julho 11, 2009 by Carlos Corrêa

tap

We are Spinal Tap from the UK. You must be the USA!

# Tu mede a competência de uma comédia pelas vezes em que tu riu às ganhas. Se foi umas quatro ou cinco vezes, tu pode ter certeza que o filme é bom pacas, até porque é muito provável que várias das outras cenas também sejam divertidas. Isto é Spinal Tap é daquelas produções que a simples lembrança das cenas já basta para te fazer rir sozinho. Clássico.

# Não por acaso, a Entertainment Weekly elegeu Spinal Tap como o maior filme cult de todos os tempos. A Premiere colocou, em 2006, entre as 50 maiores comédias da história.

# O mais curioso é que se tu começa a lembrar as cenas, tu chega à conclusão que quase todas elas são acima da média. É difícil escolher uma melhor: o invólucro do baixista que não abre no show, a banda se perdendo no caminho até o palco, o show para os militares, o cenário Stonehenge. Isso sem mencionar TODAS as entrevistas, onde TODOS os músicos têm cara de patetas deslumbrados.

# Nem pense em ver esse filme se não for a versão legendada. Não que a dublagem seja necessariamente ruim, mas é nítida a impressão que a naturalidade das falas se perde no meio do caminho.

# Eu sabia que era um documentário fake antes de ver o filme. O Liam Gallagher, pelo visto, não sabia.

# A banda era fake, nunca existiu. Mas todas as músicas no filme foram tocadas pelos atores. De verdade. Esse ano sai o novo disco deles, “Back from the dead”. Rolou até show em Glastonbury.

# Rob Reiner tem lugar garantido no céu, com open bar. Só cinco anos depois de Spinal Tap, ele fez Harry & Sally.

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Isto é Spinal Tap! (1984) *****