Arquivo para agosto, 2009

Dexter – 3ª temporada

Posted in Uncategorized on agosto 24, 2009 by Carlos Corrêa

dexter3

I know that look. I’ve had that look. He likes control.

# Com spoiler, ok?

# Dei uma acelerada pra dar tempo de ver a terceira temporada antes que a quarta começasse, o que tá previsto pra setembro. Ok, não é lá grandes coisas, já que são só 12 episódios. Fato é que Dexter virou pra mim uma série obrigatória. Essa terceira só não é melhor que a segunda porque a anterior foi boa demais, com aquela vontade de ver o episódio seguinte assim que um acabava. É só o que falta nessa terceira. Dá uma curiosidade, claro, mas nada que tu não pense que pode deixar para depois.

# Se na segunda temporada o que fazia a diferença a favor era a mudança na dinâmica da história e a tensão de que ele pudesse ser pego (ainda que no fundo se saiba que não), agora o que faz de Dexter tão bom é a qualidade do elenco. A história mais uma vez inova quando bota o anti-herói trabalhando “em equipe”. E se a impressão é que Michael C. Hall incorporou de vez o serial killer do bem, não é exagero dizer que ele cresceu porque a companhia era boa. Jimmy Smits está simplesmente perfeito como o promotor que se perde no meio do caminho. Não é o único. Os coadjuvantes todos seguem o mesmo ritmo e não fazem feio. A gorda do arquivo (Margo Martindale) dá show no episódio em que está morrendo e o detetive Angel (David Zayas) rouba todo o espaço que é possível cada vez que está em cena.

# É reconfortante que uma de nossas musas tenha voltado a atrair alguma atenção. Jennifer Carpenter passou a segunda temporada toda naquelas de vítima reprimida depois do que passou na primeira. Agora, finalmente voltou à porraloquice de antes. Tá mais gata e é a pessoa que fica mais charmosa falando um batalhão de palavrões por segundo.

# Em compensação, a Rita continua xaropinha. Saudades da Lila e seu sotaque britânico.

# O Inter por acaso liberou o Guiñazu para fazer o papel do irmão do promotor?

# Continua achando chatas 90% das aparições do pai dele.

# Acho que pela primeira vez, gostei da trilha. Sim, é a mesma desde o começo, mas acho que só agora pegou.

dexter

Dexter ( 2008 ) ****

About a Son

Posted in Uncategorized on agosto 17, 2009 by Carlos Corrêa

kurt

– Is your life a sad story?
– No. Not really. I mean, it´s not amazing or anything new, I´m sure.

# Esperei, esperei e esperei que About a Son chegasse aos cinemas de Porto Alegre. Não rolou, aí baixei. Sou fã em ver seriados no computador, mas filmes tenho lá minhas restrições, só como segunda opção. Mas quando as distribuidoras não ajudam…

# Assim, fora Smells Like Teen Spirit e Lithium, eu só fui gostar mais de Nirvana depois que li Mais Pesado que o Céu, a biografia sobre o Kurt Cobain. Também, desde então, cada vez que ouço o Nevermind acho melhor e melhor. Não há na história musical recente uma música que tenha sido mais importante que do Smells Like Teen Spirit. Não falo melhor, mas mais importante. Nenhuma outra nesses últimos anos foi tão significativa em termos de uma geração, de mudar conceitos de gravadoras e o caralho a quatro. Isso, claro, no tempo em que as pessoas compravam CDs, há distantes quase 20 (caralho, quase 20!) anos.

# Mas ó, sempre achei Pearl Jam melhor.

# O filme. Bom, assim, Nirvana era uma banda de rock. About a Son não é um documentário rock. É lento, bem na manha. Então se tu vai esperando edição frenética, coisa e tal, esquece. Outra coisa, tem a narração o tempo todo de uma entrevista do Kurt Cobain, mas imagem dele só rola no final, e mesmo assim em umas poucas fotos. Quer música do Nirvana? Escuta os discos, aqui não tem nenhuma, graças à senhora Courtney Love, que não cedeu os direitos. Também não tem entrevista com o Dave Grohl ou o Krist Novoselic. Sério, é só o Kurt Cobain falando. E umas imagens quase neutras de tão nada a ver.

# O fato de não usar imagens e músicas ligadas à banda não deixa de ser um desafio pros realizadores. É claro que quem para e assiste a um documentário sobre a vida do Kurt Cobain, vai até o final porque gosta do assunto. Mas confesso que lá pelas tantas essas imagens neutras enchem o saco. É quase como se tu estivesse escutando um livro falado. Mas, como disse antes, quem vê gosta do tema e vai até o fim. Eu fui.

# Talvez por ter lido a biografia, tenha achado meio mais ou menos. Até porque era meio que notório que o Kurt Cobain mentia em várias entrevistas, então têm horas que tu saca que ele fala umas coisas de tiração de sarro. E, mais uma vez lembrando, é um filme sobre o cara, não sobre a banda. O livro tratava, claro, ambos.

# Depois que passa uns dias o filme, tu volta a ter aquela imagem do rebelde fodalhão. É a mesma coisa que rola quando se assiste ao Imagine, sobre o John Lennon. Mas ao final do filme, assim como no outro caso tu achava o cara meio mascaradinho, aqui tu sai com duas convicções: fora a genialidade, Kurt Cobain era um coitado e, pós Courtney Love, um pau mandado. Coitado porque passou boa parte da vida se fodendo (não deve ser muito legal tu chegar em casa e ver tua mãe dando pra um dos teus amigos), e pau mandando porque fica óbvio que na finaleira ele era completamente dominado por ela. A Courtney, não a mãe.

# O cara tinha problemas crônicos, mas crônicos MESMO de estômago e, também por isso, tomava todas as bombas possíveis e imagináveis. Sou cagão suficiente para não tomar porra nenhuma, mas não nego que dá pra entender. Ainda mais alguém que faria o que fosse preciso também por um sistema digestivo diferente. E bom, claro.

# Finalzinho do filme e Kurt desanca o pau na imprensa. Claro, a imprensa é o cu de plantão. Pois bem, lá pelas tantas diz que quando a Frances (a filha) tiver 10, 12 anos (já não tem agora?), ela vai ler os jornais e ele vai ter que explicar “mentiras” como o suposto envolvimento dele com drogas, o que não acontecia mais. Que 99,9% dos jornalistas mentem e isso era uma prova. Coincidentemente, na MESMA ÉPOCA, nosso amigo Kurt Cobain deu entrada num hospital de Roma por overdose. Isso dito e admitido pela Coutrney.

# Ainda assim, claro Nirvana é do caralho e o Nevermind segue cada vez melhor.

cobain

About a Son (2006) ***

Syriana

Posted in Uncategorized on agosto 17, 2009 by Carlos Corrêa

syriana2

Americans love to drill holes in other people’s countries

# Mais uma vez a preguiça falou mais alto. Sempre que vou deixando para depois escrever sobre algum filme que vi, acabo esquecendo um ou outro detalhe. Como revi Syriana há umas duas semanas, boa parte das coisas ficaram no meio do caminho. Vamos mesmo assim.

# Pareço repetitivo quando falo que gosto de filmes com uma temática séria e que se levam a sério. Por isso esse é mais um dos filmes que eu curto bastante. Na verdade, tinha lá minhas dúvidas se ele resistiria a uma segunda vez, mas passou na boa, não é cansativo.

# Os otimistas dirão que é uma visão pessimista. Os pessismistas, que é uma visão realista. Nesse caso, acho que tô mais para o segundo time. E o filme também. A história é ficção, mas podia muito bem não ser, de tão verossímil. O que nos leva a crer em algumas horas que não adianta, o mundo não tem salvação. A menos que alguém realmente acredite que logo ali adiante não vá surgir mais uma guerra em um país que, coincidentemente, tem petróleo pra caramba.

# Matt Damon é tão mais fácil de aceitar quando não banca o herói de ação. A série dos Bourne é interessante, mas é brabo de engolir ele.

# Também é tão mais fácil assistir ao lado de uma mulher um filme em que o George Clooney está gordo e barbudo. Poupa trocentos suspiros delas. Se bem que a gente poderia soltar uns suspiros pela Amanda Peet que não seria nenhum exagero.

# O papel do George Clooney era para ter sido do Harrison Ford, que passou adiante. E, claro, depois se arrependeu. Mas não pode nem reclamar, se o Tom Selleck não tivesse passado um certo Indiana Jones… Bom, esquece, ainda assim o Harrison Ford seria o Han Solo.

syriana1

Syriana (2005) ****

Curso de Verão

Posted in Uncategorized on agosto 3, 2009 by Carlos Corrêa

chainsaw

– You passed and I failed! You asshole! How could you do that to me?
– It was an accident. I’ll take it again. I can fail, I know I can.

# Alguns prazeres na vida são tão, mas tão simples. Por exemplo, aquele filme bobo que tu via quando era guri e que é bem provável que durante toda a vida apenas as pessoas da tua idade achassem legal, apesar de todos os outros afirmarem que é uma bobagem. Pois é, esse filme agora passa na sessão “Novos Clássicos”. E tu quase levanta uma plaquinha de “Eu já sabia”.

# É preciso uma certa cautela ao ver filmes que tu curtia quando era menor. A memória afetiva nem sempre significa qualidade. Nem todo filme é um Curtindo a Vida Adoidado ou um Top Secret, que seguem bons até hoje. A boa notícia é que Curso de Verão continua divertido, ainda que pareça mais ingênuo hoje em dia.

# São tantos personagens que nem lembrava de todos. Eu lembrava dos caras da serra elétrica, da surfistinha gostosa e do cara que dormia na aula o tempo todo. Ah, e do negão que passa o filme no banheiro e tira a melhor nota. A grávida, a disléxica, o nerd e vários outros não lembrava mesmo. Se bem que marcaram os mais engraçados mesmo. Ah, e o cachorro. Aaaahhh, e claro, Anna Maria. Como eu ia esquecendo de Anna Maria?

# Nenhuma, repito, NENHUMA chance da loirinha gostosa passar por uma guria de 16 (!!!) anos no filme.

# A cena em que eles simulam um massacre na sala de aula pra assustar a professora segue inesquecível. Como agora passa no “Novos Clássicos”, ganha ares já de antológica.

# Ou eu tô muito enganado, ou a minha memória – que geralmente é boa – está me enganando, ou várias vezes Curso de Verão também passou na TV (ok, pode ter sido em VHS) como Curso de Férias. Não?

# Aí não é problema de memória, é simplesmente aquelas coisas que sem saber tu acha, vai achando e considera fato. E depois vai atrás mesmo e descobre que não tinha nada a ver. Eu jurava que Curso de Verão era mais antigo, da primeira metade dos anos 80. Mas não, é de 1987. O que significa que passou na TV aqui lá por 88 ou 89 pelo menos. Mas também, fui conferir e Curtindo a Vida Adoidado é de 1986, então…

# O diretor do filme é Carl Reiner. E daí, tu deve estar pensando. E daí que Carl Reiner é o velhinho que trabalha no Onze (12, 13) Homens e um Segredo. Ok, tu pode seguir pensando “e daí?”.

curso

Curso de Verão (1987) ****