Arquivo de fevereiro, 2010

O Ilusionista

Posted in Uncategorized on fevereiro 14, 2010 by Carlos Corrêa

Everything you have seen here has been an illusion

# Eu sei, a análise deve ser feita pelo filme e só isso. Mas eu não consigo não comparar O Ilusionista a O Grande Truque, outro filme sobre mágicos lançado na mesma época. O problema é que mesmo O Ilusionista sendo bem interessante e com uma história bem contada, o “concorrente” é muito melhor. Alguém vai argumentar que pelo menos no quesito gostosas, ele leva já que tem a Jessica Biel. Sorry, no outro tem Scarlettinha.

# O filme é legal, a história é boa, os atores idem, mas eu confesso que me incomodou um pouco o lance dos truques. E aqui, de novo, vem o lance da comparação. Durante todo o filme, o que me chamava a atenção era que ele seguia uma linha diferente do outro, indo por uma coisa um tanto quanto sobrenatural, de espíritos caminhando pelas ruas e tudo isso. Pô, bacana. Aí no final das contas, era tudo truque? No outro filme, ao menos tu sabia que era um truque, só queria descobrir como tinha sido feito. Aqui não, aqui tu acredita que seja verdade. Ou seja, quando descobre que é truque, se sente meio imbecil. E de novo, o truque dos espíritos caminhando na rua ou é muito mal explicado ou o filme é avançado demais pra época dele.

# Cavanhaques, ainda mais aqueles aparadinhos assim, são ridículos.

O Ilusionista (2006) ****

Nine

Posted in Uncategorized on fevereiro 9, 2010 by Carlos Corrêa

I’ll be waiting for you, with my legs open

# Existem musicais legal e tal, tanto os antigos (Cantando na Chuva) como os mais recentes (Across the Universe), mas vamos combinar que só de pensar em sair de casa ou mesmo de parar na frente da TV pra ver um musical já rola uma preguiça. Por isso, todo produtor/diretor que quiser fazer um filme assim tem que saber que está lidando com a imagem de um gênero que já sofre lá seu preconceito. Aí vem o Nine e de tão chato, tão ruim, te faz ter a certeza que tu vai pensar pelo menos umas dez vezes na próxima vez que pensar em ver um musical.

# O que é o mínimo que se espera de um musical? Hein? Hein? Músicas boas!!!! No entanto, quando no máximo UMA música de um filme de quase duas horas presta, algo está muito errado.

# Alô, seu roteirista. Se o teu filme é centrado em um personagem, faça o público ter um mínimo de empatia com ele. O personagem do Daniel Day Lewis é simplesmente um filho da puta, pronto. Tu vê ele se dando mal e não tem nenhuma pena. Eu pelo menos torci lindamente para que ele se fodesse muito.

# Não que ela esteja feia, não é isso. Mas houve um tempo em que a Nicole Kidman era uma DEUSA. Naquele filme do barco (Dead Calm) então, ela ruiva e crespa, era MEGA gostosa. Só que ela tomou o pé na bunda do Tom Cruise e se perdeu na estradinha. Começou a mexer tanto na cara que hoje em dia parece aquelas mulheres que tu não consegue nem dizer a idade porque todas parecem iguais. Todas com a mesma boca cheia de botox, a mesma testa, o mesmo sorriso. E pior, para o azar dela, tanto a Penelope Cruz como a Marion Cottillard e a Kate Hudson estão estonteantes em Nine. Na real, são o que salvam essa porcaria de filme.

# Não basta não cantar nada, ainda tá um bagulho, hein, Fergie?

Nine (2009) **

Sex in the City

Posted in Uncategorized on fevereiro 9, 2010 by Carlos Corrêa

I feel the same way as you feel about Botox. Painful and unnecessary.

# Sex in the City é daqueles filmes que, no fundo, tu não pode reclamar quase de absolutamente nada pelo simples fato que se tu parou pra ver, tu sabe o que vem pela frente. É fútil? É. Tem uma nesga de história? Tem. Só as mulheres vão ver algum sentido? Sim. As únicas cenas de nudez são de homens? Sim. Mas sinceramente, tu achava que seria diferente?

# A primeira metade, até ali o casamento, é ridícula. A segunda dá uma melhorada e salva a pátria. Ainda assim acho engraçado quando qualquer mulher diz se identificar com as personagens. Claro, a menos que quem diga tenha conta bancária suficiente para comprar qualquer coisa do filme, o que me custaria – por baixo – uns 3 ou 4 anos de trabalho.

# Uma família inteira moraria naquele armário que a mulher usa para guardar sapatos. E não me venham com outro nome para aquilo. É um armarião e pronto.

# Então quer dizer que a Sarah Jessica Parker, com uma roupa mais estranha do que a outra, é um modelo a ser seguido em termos de moda? Que beleza…

# Mais da protagonista. Se você for mulher e estiver lendo aqui, me tira uma dúvida. O legal é ser que nem ela? Mega independente no discurso, mas que precisa ser sustentada pelo ricaço? Só pra saber…

# A Kim Cattrall continua dando um belo caldo.

# Se eu sou o Secretário do Turismo do México, taco um processo no filme e não quero nem saber pelo lance da água no hotel.

Sex in the City ( 2008 ) ***

Atividade Paranormal

Posted in Uncategorized on fevereiro 4, 2010 by Carlos Corrêa
Well, basically it could be two things: it could be a ghost…
or it could be a demon

# Posso estar enganado, mas tenho quase certeza que a “tese” é do Hitchcock: o suspense é muito maior tu só ouvindo o tic-tac da bomba relógio embaixo da mesa do que vendo ela. Anos depois o Spielberg provou que isso estava certo quando fez Tubarão e só mostrou o bicho na segunda metade do filme. Em toda a primeira deixou que a nossa imaginação fizesse o serviço. Agora Atividade Paranormal vem nos lembrar que um filme de terror é muito mais eficiente quando ele cria um clima de tensão absurdo do que sustos baseados muito mais num áudio alto e na surpresa. Aqui, dá pra contar os sustos em uma mão só, e olhe lá. Mas não são esses os melhores momentos. Os mais tensos são quando coisas “pequenas” acontecem, como uma porta tremendo e um barulho que vem sabe-se lá de onde.
# A comparação, pelo custo da produção e o lucro depois, é com A Bruxa de Blair. Na boa, não tem comparação. Esse aqui é muito, mas MUITO melhor.
# Tudo bem que eu não sou muito parâmetro por ser meio cagão nesses assuntos. Mas o cara é muito tapado de ficar cutucando o demo o tempo todo, não?
# Demorou pra chegar por aqui o filme. Achei que fosse no máximo de 2008. Que nada, 2007 na cabeça.

Atividade Paranormal (2007) ****