Arquivo para maio, 2010

Os Normais 2

Posted in Uncategorized on maio 30, 2010 by Carlos Corrêa
Eu tenho certeza! Não comeram o meu rabo!

# Quando era um seriado na TV, Os Normais era bem engraçado. Primeiro porque os dois protagonistas eram interpretados pela Fernanda Torres e o Luis Fernando Guimarães. Segundo porque a graça estava no roteiro, que permitia ao casal um timing ótimo para a comédia. Quando foi para o cinema, era de se esperar uma queda, porque o formato é outro. Mas aquele primeiro filme era tão divertido quanto os episódios, até porque bebia da mesma fórmula. Eu pelo menos me lembro de ir ao cinema e sair mais satisfeito do que esperava.
# Aí que tá. Esse é o principal problema dessa nova sequência. Os novos Normais tentam volta e meia ir pelo caminho da comédia mais física e menos cabeça. Dá apra resumir isso uma cena em que a Fernanda Torres fica doidona em um hospital, sai do quarto e dá um tapa na bunda de um médico que esbarra em alguém que cai da janela. Logo depois, bate num cara numa cadeira de rodas, que perde o controle e vai parar, literalmente, na bunda do outro. Menos. Ao tomar um caminho diferente, ainda que com a mesma turma de antes, o filme derrapa e fica no meio do caminho. Talvez agrade a um público que se satisfaz com o Zorra Total, mas deixa a desejar quem gostava dos Normais de antes.
# Quer estragar uma cena, põe Livin La Vida Loca na trilha. Quer deixar ela ridícula? Dubla Livin La Vida Loca.
# Quem mentiu para a Danielle Winits que ela é atriz?


Os Normais 2 (2009) **

Alice no País das Maravilhas

Posted in Uncategorized on maio 17, 2010 by Carlos Corrêa

Why is it you’re always too small or too tall?

# A melhor coisa que eu podia ter feito foi ver Alice depois de umas duas semanas. Tempo suficiente para que uma galera desse pau no filme e eu fosse esperando uma porcaria. Gostei. Mais que isso, gostei bastante. Alice é puro Tim Burton e isso por si só é ótimo.

# Eu li Alice no País das Maravilhas (sim, eu sei que o filme não é baseado nessa obra especificamente) e lembro de ter a impressão que o autor, Lewis Carroll, tinha escrito tudo aquilo depois de ter usado muita, mas MUITA LSD. O livro é legal, mas é uma viagem. E o filme tem esse mesmo espirito. A trama em si é um fiapo, a história é bobinha. Mas o clima de loucura está no filme o tempo inteiro. Nesse sentido, a cena em que ela encontra o Chapeleiro Maluco resume bem isso. Nexo é o de menos, mas é uma sucessão de falas surreais, com aquele outro coelho débil mental jogando as coisas pra tudo quanto é lado. Tim Burton na veia.

# Na boa, na boa, achei o 3D de Alice muito mais interessante que o de Avatar. O filme idem.

Alice no País das Maravilhas (2010) ****

Susie e os Baker Boys

Posted in Uncategorized on maio 17, 2010 by Carlos Corrêa

There’s always another girl

# Vou tentar ser o mais objetivo possível em relação a Jeff Bridges. O cara é candidato a um dos 10 atores mais cool da atualidade. O cara é um senhor ator. Eu nunca imagino Jeff Bridges rindo. Logo, o papel dele em Susie e os Baker Boys é perfeito pra ele.

# Houve um tempo em que a Michelle Pfeiffer e a Kim Basinger eram as duas mulheres que mais se aproximavam à perfeição no mundo. Olhando hoje, a Kim Basinger mudou muito mais que a Michelle Pfeiffer. Não que ambas não continuem lindas, mas a mulher-gato continua tão charmosa quanto antes. E ver ela de vestidinho dançando em cima do piano é de cair o queixo.

# Ó, pra não dizer que eu tô mentindo. Tá aqui a cena.

# Fosse feito hoje em dia o filme e certo que os produtores pediriam para mudar aquela história da guriazinha volta e meia estar no ap do Jeff Bridges. Afinal, poderia ser perigoso do ponto de vista chato e politicamente correto.

# Mais um filme da lista “gosto-bastante-mas-nem-sei-dizer-exatamente-a-razão”.

# Bela trilha, não? Dica, bote Main Title (Jack´s Theme) no seu celular e acorde com essa música. Teu dia vai começar bem melhor.

# Quer saber? Gosto de finais assim…

Susie e os Baker Boys (1989) ****

Quando Éramos Reis

Posted in Uncategorized on maio 13, 2010 by Carlos Corrêa

I’m young, I’m handsome, I’m fast, I’m pretty and can’t possibly be beat

# Esquece aquele preconceito contra documentários. O gênero anda cada vez melhor. É muito mais fácil, por exemplo, encontrar um filme ruim de ação do que um documentário. Falo de hoje, mas nem precisava ser tão atual. Quando Éramos Reis é de 1996 e passa aquilo que se propõe: o clima de expectativa que reinava em 1974, quando no mesmo ringue estariam só Muhammad Ali e George Foreman. Mesmo para quem não é muito fã de boxe, o filme vale como um retrato de um momento tão complexo como era aquele, com a Guerra do Vietnã de pano de fundo. Aliás, a resposta do Ali sobre a decisão de não ir para a guerra é das coisas mais geniais já ditas: “Nenhum vietcongue jamais me chamou ‘negro'”. Toma nos dedos!

# E tu achava que o Romário era marrento? Ali era, por baixo, umas 200 vezes mais. As entrevistas dele não eram arrogantes porque arrogante é um termo que não se basta para mostrar a “confiança” que ali tinha no próprio taco, no caso, soco. À primeira vista, a impressão não é das mais legais, mas à medida que tu vai entrando no filme, tu se dá conta que ele não era apenas um boxeador, mas sim um personagem da história com H maiúsculo. Daí a torcer pra ele é um pulo. E olha que do outro lado tinha outro “gente fina” como o Foreman.

# A luta em si é histórica, fantástica e todos os outros adjetivos dessa linha. Para quem acha que boxe se resume a dois caras trocando socos em cima do ringue, esse combate é um show de estratégia. Ali sabia o que estava fazendo, até mesmo quando estava apanhando.

# Ainda vou ter um pôster com a foto acima. Aliás, em Londres eu achei uma camiseta com a estampa dele, só o contorno, com os braços erguidos. Perfeita. Cheguei a experimentar. Mas eles só tinham tamanho M, aí né…

Quando Éramos Reis (1996) ****

O Casamento de Rachel

Posted in Uncategorized on maio 3, 2010 by Carlos Corrêa

If I hurt someone, I hurt someone. I can apologize,

and they can forgive me… or not. But I can change

# Sabe quando tu gosta e pronto? Se alguém vem e te pergunta exatamente a razão, tu não sabe ao certo explicar, só garante que vale a pena e era isso? O Casamento de Rachel é mais ou menos assim. A história é boa, é simples mas contada de uma forma que não tem pressa e muito menos pretensão de dar chá de moral. Mais que isso, não fica fazendo julgamento de valor da guria que teve lá seu tempo de loucuras. Nem cai na tentação fácil de dar a entender que tudo vai dar certo e vai se acalmar. O filme preocupa-se em mostrar o que acontece naquele curto espaço de tempo do casamento da irmã da protagonista e pronto. Depois, cada um que tire suas conclusões.

# Comecei a respeitar mais Anne Hathaway depois desse filme. Fora que ela é uma gracinha. Ela junkie faz lembrar dos bons tempos em que 90% desses papéis eram da nossa clepto preferida, Winona Ryder.

# Que festa era aquela que não terminava nunca? E quando entraram as mulatas do carnaval? Legítimo samba do crioulo doido.

# Winona vive!

O Casamento de Rachel ( 2008 ) ****

Ilha do Medo

Posted in Uncategorized on maio 3, 2010 by Carlos Corrêa

Don’t you get it? You’re a rat in a maze

# Não tem como comentar Ilha do Medo sem entregar a parte final. Então é aquela história que conhecemos, né, se não viu o filme e não quer estragar a surpresa, parte para outro post. Depois não vai dizer que não avisei.

# Tem certeza? Beleza, vambora.

# Martin Scorsese foi e continua sendo umg rande diretor. Não é aquele cara que fez um filmaço há trocentos anos e que agora só vive das glórias de antes. Tanto é que há poucos anos fez Os Infiltrados, que ok, não entra no Top 5 nem dele mesmo (no qual Os Bons Companheiros é quem ganha), mas é muito melhor que a média atual do que rola aí. Até mesmo O Aviador eu achei de certa forma subestimado. Talvez não seja subestimado a palavra mais correta, mas o filme é melhor do que foi considerado na época.

# Estilisticamente, Scorsese mostra na Ilha do Medo que continua quase perfeito. As cenas são construídas parece que de forma matemática de tão estudadas. É o plano perfeito, a reação perfeita, a música que casa com a fotografia, com o som, com tudo. De certa forma, lembra um pouco outro bom filme dele, que é Cabo do Medo. O problema é que…

# O problema é que o filme é uma enganação. A surpresa é imbecil. É como se ele propusesse as regras e mudasse no meio do jogo. Aí acaba sendo tipo aquele A Vila, do Shyamalan, que é uma grande bosta. Ó, tem uma super supresa no final. Sim, quem ia pensar que um filme todo passado numa época medieval se passa na verdade no presente? Wow, supreendeu, e daí? O próprio Shyamalan tinha feito isso bem n´O Sexto Sentido. Por quê? Porque ele te dava pistas. Os Outros é outro filme que te dá pistas. E aí tá o mérito, ele te dá as pistas e te tira do caminho porque tu tá prestando atenção em outra coisa. A Ilha do Medo não faz isso. Ok, depois que ele conta o tal segredo, aí tudo faz sentido. Mas só depois. Aí fica fácil.

# Sempre existe a (grande) possibilidade que só eu tenha sido burro demais e não entendido a história, claro. Entendido não, mas digamos que pescado ela.

# A essas alturas do campeonato já dá pra parar de preconceito e considerar o DiCaprio um bom ator, né?

# Pronto, deixaram o Mark Ruffalo voltar. Agora apostem, ele vai aparecer em mais uns 15 filmes esse ano. É o ator mais onipresente ever.

Ilha do Medo (2010) ***