Arquivo para dezembro, 2010

2012

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

I’m not scared. No more Pull-Ups.

# Acho que está passando a minha implicância com o Rolland Emmerich. Não que os filmes dele tenham melhorado, não, continuam a mesma coisa. Eu é que acho que passei a perceber que eu posso ficar esperando uma história melhor, atuações melhores e me decepcionar ou simplesmente sentar na frente da tela, assistir ao mundo ser destruído com os melhores efeitos possíveis e achar graça. Ultimamente, quando passa na TV, tenho achado melhorzinho até nabas como O Dia Depois de Amanhã ou Godzilla. 2012 teve a seu favor, ao menos comigo, uma exigência quase nula. E, justiça seja feita, ele te entrega o que promete. O mundo sendo destruído, em efeitos fodalhões. E só. A história continua uma naba e as atuações são quase todas dignas do Framboesa. Mas enfim, dá para ver sem culpa.

# Por que o John Cusack parece sempre cansado?

# Quem lembra do Independence Day, lembra da cena em que eles descobrem como destruir as naves. Que TODOS os estereótipos possíveis aparecem, com direito até aos militares da França com umas boininhas. Por isso, não deixa de ser um tanto quanto surpreendente que o diretor – eu sei que ele é alemão – agora faça algumas concessões em termos de mocinhos e vilões. Claro, o protagonista é americano e o russo bilionário dá uma de filho da puta (ainda que tenha valores como família acima de tudo e blablabla). Mas ver num mega blockbuster americano um russo como heroi (o piloto que se sacrifica para todo mundo se salvar) e um americano como o principal vilão da história (o gordinho político) não é lá tão comum.

# Sabe o que seria legal? Um filme sobre o final do mundo SEM final feliz.

# 2012 é imbatível, deixa o 007 na poeira quando os quesitos são escapar de situações impossíveis. A quantidade de momentos “aham, tá bom” é absurda.

# Dá quase uma vontadinha de ver como seria o mundo acabando depois de ver o filme.

2012 (2009) ***

Controle Absoluto

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

Jerry Shaw, you have been activated.

# Eu achava que aquele Inimigo do Estado, com o Will Smith, era o mais exagerado nesse terreno de filmes sobre “pegar o cara errado”. Ele não chega aos pés desse, já que TODOS OS APARELHOS DO MUNDO estão na parada para pressionar o casal protagonista. Mas ok, se tu não levar muito a sério e ignorar um dos roteiros mais inverossímeis ever, até é divertidinho.

# Se há uma “nova geração”, Shia LeBeouf é um daqueles atores que dá pra se levar fé. Menos por ser um supra sumo da atuação e mais pelo carisma.

# Michelle Monaghan. Tem alguma coisa no rosto dessa guria que parece que ainda não terminou de ser feito. O que não impede de ser uma gracinha ainda assim.

Controle Absoluto ( 2008 ) ***

Megamente

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

Where did you park the invisible car…?

# Certo, não era a primeira opção. Na real, nem lembro mais qual era a primeira opção, só sei que quando cheguei ao cinema, o único filme que tinha horário ainda era Megamente. E era em 3D. Vambora, até porque em 3D geralmente é mais divertido. Nunca imaginei que sem querer acertaria tão em cheio. Megamente é muito bom. Megamente é muito engraçado. Nem entro no mérito de que o filme tem um lado que as crianças não vão nem perceber, que é o vazio existencial do personagem quando o antagonista some. Isso é só mais um pró em um filme que o vilão é o mocinho, que o vilão-mocinho é ao mesmo tempo um gênio, mas não consegue falar coisas como incomensurável ou melancólico.

# Vi dublado. Ok, perdi as vozes do Will Ferrell, do Brad Pitt e do Johan Hill. Mas não atrapalha em nada a graça do filme. Em filmes com atores de verdade, não ouso constestar que a dublagem atrapalha, isso quando não chacina a produção. Mas em desenho, a coisa funciona quase tanto quanto o original e não vou dar uma de xarope aqui e esculachar simplesmente por esculachar.

# A quantidade de desenhos bons produzidos ultimamente é impressionante. Perde muito quem deixa de conferir esse tipo de produção achando que só criança pode se divertir. Perde muito

Megamente (2010) ****

Dexter – 5ª temporada

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

Tic tic tac, that´s the sound of your life running out.

# Impossível falar de uma série que está na quinta temporada sem dar spoilers. Então se tu não viu e pensa em ver, para aqui.

# Pensou bem?

# A quarta temporada tinha sido a melhor de todas, principalmente pelo final, que deixava claro mais uma vez que Dexter é o seriado que mais vai no limite, que menos tem medo de arriscar, pelo contrário. Bom, expectativa lá em cima, bons teasers antes da nova temporada, um primeiro episódio muito bom… E aí a coisa não ia… não ia… não ia… E meio que não foi.

# Se for levado em conta que a nova temporada começou exatamente onde terminou a última, é no mínimo estranho que tenha pintado o clima entre o Dexter e a Julia Stiles. Pô, bem ou mal, a Rita era a mocinha da história. Ela morre e duas semanas depois, ele tá apaixonadinho ou impressionadinho com outra? Hein? Dexter pode ser um anti-herói, mas ainda assim um herói. E mocinhos não fazem isso. Que feio. Sem falar na química zero entre eles, mas isso é meio papo mulherzinha. Menos mal que eu acho que ela não volta.

# O que me fez ficar com uma sensação de que podia ter sido melhor é justamente o histórico da série em correr riscos. E dessa vez eles tinham a faca e o queijo na mão para de novo ir além, para mais uma vez chegar naquele ponto que a gente aqui desse lado pensa “putz, agora fodeu”. E aí pipocaram. Pela primeira vez pipocaram. Optaram por um finalzinho fechado e feliz e fizeram dar saudade do final da temporada anterior.

# Quem diria, uma temporada de Dexter tendo como vilões o Robocop e o Sickboy…

Dexter – 5ª temporada (2010) ***

A Rede Social

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

Bosnia. They don’t have roads, but they have Facebook.

# Seven. Clube da Luta. Vidas em Jogo. Zodíaco. Agora A Rede Social. David Fincher é o cara.

# Não conheço quase ninguém que fale n´A Rede Social, que vai acabar sendo eternamente lembrado como “O filme do Facebook”.

# Lá atrás, quando surgiram as primeiras notícias, era impensável que um filme sobre o Facebook renderia uma boa história. Putz, eu não podia estar mais errado. O que A Rede Social mais tem são boas histórias.

# É o meio que o Wall Street dos anos 2000 ou é exagero meu?

# E, depois de Alpha Dog, de novo o Justin se dá bem na frente das câmeras. É sempre preciso respeitar quem tem no seu currículo Scarlettinha, Cameron Diaz, Jessica Biel e até a Britney quando estava em alta.

# Bom ator esse Jesse Eisenberg, hein?

# O mais interessante (e bom) no filme é que o Fincher se preocupou em contar bem a história, mostrar vários lados. E aí deixa que cada um tire suas conclusões. Achar o guri vilão ou não, aí vai de cada um. Pra mim, não é.

# Geek é só um termo nerd que os nerds criaram para não serem mais chamados de nerds, então?

# Termina com Baby, You´re a Rich Man, dos Beatles. O que dizer? Precisa dizer?

# E no final das contas, para variar, é tudo por causa de mulher.

A Rede Social (2010) ****

O Garoto de Liverpool

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

– Why couldn’t God make me Elvis?
– ‘Cause he was saving you for John Lennon!

# Estou longe de ser um fã daqueles que sabem o dia que o Paul nasceu ou a marca da primeira guitarra do John. Gosto (muito) de Beatles e me interesso pelo assunto. Daí a ser um conhecedor, ainda é uma longa estrada. Mas mesmo para quem sabe um pouco mais do básico, ver esse Garoto de Liverpool é meio complicadinho. Primeiro, porque parece que eles querem condensar TODA a história pré-banda em duas horas. E não tem como. Se é por isso, aquele site que recria filmes em 30s com coelhinhos animados é melhor.

# Até onde eu sei, a mãe do Lennon não era a vagabunda que o filme quer mostrar. E nem a tia dele a bruxa que eles mostram. E nem ele o fodalhão-para-todos-os-momentos.

# O guia da tour em Liverpool tinha razão. O melhor filme sobre o começo dos Beatles é In His Life. O resto é boutique.

O Garoto de Liverpool (2009) **

Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

He left me for another woman. A deceased one.

 

# A ordem fica por conta de cada um. Tanto pode ser “É legal, mas é mais um filme típico do Woody Allen” ou então “É mais um típico filme do Woody Allen, mas é legal”. Ressalte-se que”mais um típico filme do Woody Allen” significa um filme melhor do que 80% das coisas que aparecem por aí. Aliás, se metade das outras produções tivessem as sacadas dos diálogos do Woody Allen, eu daria bem mais dinheiro aos cinemas a cada ano.

# Tudo bem, nosso amigo Woody deixou de lado nesse filme Scarlettinha. Mas em compensação, nos trouxe de volta Freida Pinto. Sem falar da Naomi Watts, óbvio. Aliás, já contei aqui a história da minha dívida com o meu inconsciente por causa dela, né?

# Woody Allen é tão, mas tão bom que ele consegue fazer um filme com o Antonio Banderas em que o espanhol não parece um mega canastrão.

# E o Spud, hein?

Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos (2010) ***