Amor e Outras Drogas

Posted in Uncategorized on maio 8, 2011 by Carlos Corrêa

I’m gonna need you more than you need me

# Eu decidi que a minha paixão pela Scarlett Johanson era algo platônico demais. Não leva a lugar nenhum. Precisava algo mais real. Vou me casar com a Anne Hathaway.

# Peitinhooooooo!!!

# Nunca me passou pela cabeça que Annezinha faria um bom par com o brokeback Jake Gyllenhaal. Mas faz. E mais da metade do filme flui porque rola uma química interessante entre os dois na tela.

# Outra boa surpresa é que o trailer vende uma comédia romântica tolinha e na verdade o filme é mais que isso. Não é um tratado, nem nada, mas não é tão superficial quanto se poderia pensar.

# Sim, ele cai em alguns clichês de “filmes-de-doença”, mas parece sair ileso em grande parte. Ou era eu do lado de cá da tela tão vidrado em Annezinha que nem dava bola para nada mais.

# Saí do cinema MUITO com Fidelity, da Regina Spektor, na cabeça.

# Aquele irmão dele, mesmo sendo um genérico de Jack Black tem cenas engraçadas.

# Não que seja novidade, mas a indústria farmacêutica é uma das coisas mais nojentas que existem por aí. E olha que a concorrência é forte.

# Um abraço pro meu amigo McFly. Respect.

Amor e Outras Drogas (2010) ****

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Além da Vida

Posted in Uncategorized on abril 23, 2011 by Carlos Corrêa

– So you think I really did experience something?
– Oh, yes.I think you experienced death.

# Clint Eastwood dirigiu Sobre Meninos e Lobos e Menina de Ouro. Já tinha dirigido lá atrás Os Imperdoáveis. Depois que o cara assina três filmes como esses, não adianta, a expectativa em relação a ele vai ser sempre alta. E aí é aquela coisa, se fosse outro diretor, o filme até poderia ser menos criticado, mas como é ele acaba sendo um filme “menor”. Além da Vida não tem nada demais. Mas também não tem lá nada de menos. Poderia resvalar muito mais para o sentimentalismo, mas o velho cowboy sabe se segurar naquela linha complicada entre a sutileza e a choradeira, ainda mais para um tema – vida além da morte – fácil de se exagerar.

# E sim, a cena inicial da tsunami é impressionante demais.

# Não chorei.

Além da Vida (2010) ***

Carlos

Posted in Uncategorized on abril 11, 2011 by Carlos Corrêa

Words get us nowhere. It’s time for action

# Um filme para segurar as pontas por inacreditáveis 5h30min tem que ser bom. Carlos, o filme, não eu, segura na boa. Mas na dúvida, eu aconselho a fazer como eu, ver separado, em três partes. Porque sabe, né? Mais de cinco horas parado na frente de uma TV, nem com a trilogia do Poderoso Chefão.

# O filme tem cenas em inglês, francês, árabe, alemão e espanhol. Não um ou outro diálogo, mas cenas inteiras. Ou seja, ESQUECE a possibilidade de ver sem legendas. E o Édgar Ramírez matou todas essas no peito. Ou seja, uma atuação soberba em vários aspectos e não só naqueles “ganha-perde” peso para viver o personagem. O que ele também faz, diga-se de passagem.

# Separadas, as três partes parecem bem distintas. A primeira delas é mais histórica do que qualquer coisa. A segunda, a mais crítica, a que aparecem as primeiras contestações deles mesmo sobre o que fazem e a que interesses servem. E acho que a terceira é a mais “cinematográfica” das três, e talvez, por recorrer a alguns clichês, a menos boa. Menos boa porque todas são ótimas.

# Carlos tem outro mérito inegável. Ele não faz julgamento de valor, mesmo sendo o protagonista um mercenário, um terrorista. Por “não faz julgamento de valor”, leia-se isso mesmo e não um “ele romantiza” o personagem. O filme tem o cuidado de, sempre que parece exaltar o cara, ir lá e mostrar um outro lado dele, um mais egoísta e mais violento. Bota as cartas na mesa e quem quiser, faz o julgamento que achar necessário.

# Há uma cena em especial que parece absurda. Os mercenários querem explodir um avião no aeroporto. Pois bem, eles colocam uma bazuca na sacola, entram no aeroporto, chegam ao terraço, com um monte de gente à volta, tiram ela da sacola, atiram num dos aviões e saem correndo. Aí tu para, pensa e acha que passou o limite de forçar a barra, até porque, onde já se viu a chance disso acontecer. Aí tu vai procurar na internet e nos livros e vai ver que isso aconteceu. Exatamente assim. Ah, os anos 1970. Claro que, pós-2001, isso virou um cenário impensável.

# E o aliado de hoje é o inimigo de amanhã e o aliado de depois de amanhã. Isso nos anos 60, nos 70, nos 80, 90, 00, 10…

# Esse senhor acima é o verdadeiro Carlos, o Chacal.

 

Carlos (2010) ****

O Sonho de Cassandra

Posted in Uncategorized on abril 8, 2011 by Carlos Corrêa

Blood is blood! You don’t ask questions. You protect your own

* Sim, todo aquele papo clichê de que os filmes do Woody Allen mesmo quando não são tão bons, ainda assim são melhores do que a maioria das coisas que aparecem por aí. O Sonho de Cassandra tá nesse rol. É bom. É melhor do que muita coisa lançada recentemente. Mas está longe de figurar num top 10 dele.

* Filho, se tu a essa altura do campeonato ainda tem aquela imagem dos filmes do Woody Allen como sempre sendo “comédias intelectuais”, tá mais do que na hora de mudar isso. Dá uma olhada nos filmes “sérios” dele e depois a gente conversa.

* Não é nada, não é nada, O Sonho de Cassandra te faz pelo menos se questionar o que você acha que faria numa situação parecida. Eu, como cagão assumido, obviamente não iria adiante num plano de assassinato. De qualquer forma, é sempre bacana ver nos filmes do Woody Allen como é forte esse aspecto do quanto pesam as consequências de cada um dos teus atos. Ainda mais numa situação limite como essa.

* Eu não acho o Colin Farrel mau ator. Nunca achei. Mas teve uma época que, sei lá porque, eu achava ele bom ator. Só que ultimamente tenho cada vez mais a impressão que ele é daquela turma que tem umas duas ou três expressões. No caso dele, a “expressão angústia” ou “expressão stress” é mais do que recorrente. E meio que já encheu.

* Hayley Atwell. Se o filme fosse ruim, o que não é, ainda assim valeria pelo fato de ter conhecido Hayley Atwell.

O Sonho de Cassandra (2007) ****

Frost/Nixon

Posted in Uncategorized on abril 5, 2011 by Carlos Corrêa

– Are you really saying the president can do something illegal?
– I’m saying that when the president does it, it’s not illegal!

# Michael Sheen. Mais um que passou do status “de onde mesmo eu lembro desse cara” para um nível Thedy Corrêa de onipresença. Mais um tempo e ele vira o novo Mark Ruffalo.

# É, vamos combinar que estava na hora de aparecer um filme no qual os jornalistas não são tratados como os filhos da puta da história. E esse além do mais serve para deixar claro que não basta “instinto” ou coisa do gênero. A entrevista só ficou boa, ele só conseguiu amarrar o Nixon porque o trabalho de pesquisa deles foi longo e impecável.

# Com um bom roteiro e um bom elenco, o que em tese seria uma premissa xarope (afinal, é “só” uma entrevista), acaba se tornando uma história que te prende o tempo todo e chega a ser tensa quando preciso.

# Respeito quem faz, mas acho que pagar para alguém dar entrevista é estranho para caramba.

# Ron Howard. Taí um diretor regular. Nunca abaixo de um 6,5. Dificilmente – a exceção foi “Uma Mente Brilhante” – acima de um 8.

# Quem quiser dar uma olhada na entrevista real, aqui vai o link.

 

Frost/Nixon ( 2008 ) ***

The Walking Dead – 1ª temporada

Posted in Uncategorized on janeiro 2, 2011 by Carlos Corrêa

There is no hope. There never was

# Tava mais do que na hora de aparecer uma série de terror. Mesmo uma que não seja exatamente de terror. Na verdade, nessa primeira leva de seis episódios, em pelo menos uns três deles, os zumbis não apareciam mais do que cinco minutos. Mas enfim, até mesmo para marcar o gênero, era importante uma série assim. Melhor isso do que mais uma de médicos, advogados ou peritos em sei lá o que.

# O Drácula é mais legal do que qualquer zumbi. Mas os zumbis são mais legais do que todos esses neo-vampiros que apareceram nos últimos anos. Depois então que o Crespúsculo nos apresentou um vampiro que se pegar sol, fica douradinho… Zumbis têm a vantagem de por serem completamente debéis mentais, não ter muito o que inventar. Eles podem andar mais ou menos rápido, mas não vai ter ninguém fazendo zumbis emos ao menos.

# Não sei se é o tema ou as pessoas que abordam o tema. Mas ultimamente, os filmes de zumbis são bem bons. Aquele Madrugada dos Mortos é MUITO bom. Tem um outro britânico, meio tiração de sarro, que não lembro o nome agora, que é a mesma coisa. E agora The Walking Dead.

# É uma mudança um tanto quanto brusca para Andrew Lincoln. Uma hora, no simplesmente amor, ele faz a declaração de amor mais legal e romântica dos últimos tempos, com os cartazes. Aí passam alguns anos e lá tá ele acordando num hospital sozinho, o mundo terminou e só sobraram zumbis. Não tá fácil para ninguém.

# Ah, esqueci. E de quebra, a mulher dele, poucos meses depois de achar que ele foi para o beleléu, tá lá com o melhor amigo dele, fazendo coisinha na floresta. Safadjenha.

# Gosto de séries, filmes ou mesmo programas apocalípticos. Não teria porque não gostar da série dos zumbis. A simples temática de um mundo completamente diferente, mas no mesmo lugar, é atraente por si só. E acho que esse é o grande mérito da série. Os zumbis, no final das contas, são secundários. A história é muito mais centrada em como os personagens vão ter que lidar com uma situação nova (e absurda).

# Série de terror que se preze tem que mostrar a que veio. E matar uma zumbi criancinha logo na primeira cena é o que se faz.

# Outra sacada legal (não nova porque Lost, enfim, fazia isso toda hora) é ir lá e matar alguns mocinhos e mocinhas para mostrar que aqui ninguém tá livre. A cena da gostosinha sendo mastigada pelos errantes só não foi a melhor dessa primeira temporada porque nada, eu disse N-A-D-A, vai superar aquelas em que eles estripam um zumbi e esfregam os restos nos próprios corpos para se disfarçar de zumbis também. Disgusting. Genial.

The Walking Dead (2010) ***

2012

Posted in Uncategorized on dezembro 31, 2010 by Carlos Corrêa

I’m not scared. No more Pull-Ups.

# Acho que está passando a minha implicância com o Rolland Emmerich. Não que os filmes dele tenham melhorado, não, continuam a mesma coisa. Eu é que acho que passei a perceber que eu posso ficar esperando uma história melhor, atuações melhores e me decepcionar ou simplesmente sentar na frente da tela, assistir ao mundo ser destruído com os melhores efeitos possíveis e achar graça. Ultimamente, quando passa na TV, tenho achado melhorzinho até nabas como O Dia Depois de Amanhã ou Godzilla. 2012 teve a seu favor, ao menos comigo, uma exigência quase nula. E, justiça seja feita, ele te entrega o que promete. O mundo sendo destruído, em efeitos fodalhões. E só. A história continua uma naba e as atuações são quase todas dignas do Framboesa. Mas enfim, dá para ver sem culpa.

# Por que o John Cusack parece sempre cansado?

# Quem lembra do Independence Day, lembra da cena em que eles descobrem como destruir as naves. Que TODOS os estereótipos possíveis aparecem, com direito até aos militares da França com umas boininhas. Por isso, não deixa de ser um tanto quanto surpreendente que o diretor – eu sei que ele é alemão – agora faça algumas concessões em termos de mocinhos e vilões. Claro, o protagonista é americano e o russo bilionário dá uma de filho da puta (ainda que tenha valores como família acima de tudo e blablabla). Mas ver num mega blockbuster americano um russo como heroi (o piloto que se sacrifica para todo mundo se salvar) e um americano como o principal vilão da história (o gordinho político) não é lá tão comum.

# Sabe o que seria legal? Um filme sobre o final do mundo SEM final feliz.

# 2012 é imbatível, deixa o 007 na poeira quando os quesitos são escapar de situações impossíveis. A quantidade de momentos “aham, tá bom” é absurda.

# Dá quase uma vontadinha de ver como seria o mundo acabando depois de ver o filme.

2012 (2009) ***